sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

assobiando canto de alçar vôo inédito

não se trata de esquecimento esse desejo novo de se querer ir e ser.
é que de uns ontens pra cá me peguei a procura do que não mais nos cabe e sorri assim, ainda que com um nó.s na garganta.
guardo com carinho e afeto aqueles efeitos todos que transcendiam esse plano-matéria. 
nas nossas ilusões do que é liberdade, 
pressinto que estou, hoje, mais perto do encontro. o reencontro comigo e com os demais seres do universo.

faz calor nessa tarde cor de fim-de-ano e não dói ser, esse coração todo. 
sou vivendo
e já não temo
essa 
du-bi-e-da-de
que nos enlinha
...

mas 
agora me pre.paro pra seguir meu caminho
em sintonia com o que pulso e sou


passa
r
i
n
h
o

domingo, 13 de dezembro de 2015

dor

tudo dói
tudo dói
tudo dói

isso que me fura o corpo, osso, alma
me deixa em carne viva.
ardo.
tardo.
fardo.
fado?

.cutuco as feridas

e

f
i
c
o

a
s
s
i
m



sem saber
se dói mais
aqui
ou


quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

só não, sol

o ano acab.ando
tudo pass.ando
eu, assobi...ando

e acho graça
dessa maneira
minha
de enxergar
a v.ida
e suas vindas

linda ela
linda eu
feia ela
feia eu

e sigo r.indo
porque
é tudo findo
e cito
a mim mesma
(embora outra)
em 2013:
"no mar em que navego
a lei menor é do que é raso
e a lei maior é do que é riso"

nado
...
brilha, essa noite,
aqui
um sol
ao contrário
.




*fiz um samba com minha solidão e ele ficou assim:

. . .

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

pisco e a(s)cendo

não olham pros lados, eles que não sentem essa vontade visceral de escrever um poema no meio da noite ou do nada.

o contratempo do momento é o ponto. a passagem, nem rápida, mas também nem tão devagar assim, me deixa partida em uns seis pedaços. divago
em pensamentos, que talvez, nem sejam meus, enfim.
.contraponto.
simples o respirar do dia quando não em mim. o sinto e falo bobagens que não traduzem o que sinto, mas, em verdade, espantam o que quero.
não quero ser demais e temo. quero o pouco e o respirar leve. 
não me venha com muito, o você-das-novidades.

estranho saber que sobreviverei a esse remendado todo. estranho saber que sobrevivi a essa agonia toda nossa minha dele. e seguirei sozinha assim, como quem vai de encontro ao que já se é no fundo de algum lugar qualquer. me preparo pro mergulho e vôo. 

sou meu próprio sim.
embora muito precise desconstru.ir pra abarcar aquilo tudo que trago e sou.

vou embora

a.deus (me livre)