sábado, 28 de setembro de 2019

escrever sem sentir medo do que sou, do que vivi, do que por ora posso dizer. deixar que as palavras saiam soltas peladas fantasiadas choradas gritadas bonitas exageradas. que quando me coloco assumo a responsabilidade e isso não deve doer. há de se ter compromisso com aquilo que se acredita. no mais, é tempo de enquanto caminha enxergar possibilidades e ir, se abrindo.

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

sento pra digitar
quero, no entanto, não só me salvar
mas, sobretudo, aprender a entrar sair estar
aos nove anos de idade, eu possuía certa sagacidade que hoje se muito me esforçar até consigo acessar. me esforço, então.
digo agora, que se for pra ser assim, não vai rolar oh. digo firme, aos vinte um anos que tenho. não quero, não preciso, não mereço. mereço sim o sol quente na pele, as mãos abundantes de trabalho, a mesa cheia de comida, os olhos marejados de seja qual for o que na hora sinto, a boca aberta pra falar pra sorrir gargalhar. é isso que mereço, molhar café no pão, cama quentinha no frio, quarto com mesa pra estudar, ouvidos atentos, olhos, mãos. é isso.
e se nesse momento preciso ter paciência, que eu tenha sabedoria de tê-la ao meu lado, sem grandes sofrimentos.
o futuro não sendo agora, posso pois com ele me comunicar.
sento pra digitar.
não me sinto só. de modo que não sinto vontade nem saudade de estar onde não quero.
moro em bananeiras, tenho uma gata chamada maya. maya gosta de ser bem cuidada. às cinco e meia da manhã maya me acorda pra que eu me arrume pro colégio e bote sua comida.
aos pouquinhos vou compreendendo os passos que dei aquele dia lá, o desvio, o desespero seguido de tranquilidade. daí que me inspira a ler o que não entendo, vai que é igual aqueles passo lá... aos poucos vai chegando o entendimento. anota isso aí...