domingo, 19 de fevereiro de 2017

ser sozinha me ensinou a olhar pra dentro e pra fora. e é sempre uma tarefa relembrar das belezas de ser pra si uma boa companhia.
o mundo anda um caos. as injustiças não tardam e nem falham? como que sobrevive? como notar aquela florzinha amarela que nasce no meio do cimento cinza cinza cinza?
ai.
quantos sambas já não fiz com a minha solidão? escuta só essa batida, esse tambor tocando em meu peito...
não saberia dizer que rumo a vida tem tomado, mas posso sentir
um turbilhão de sensações
que me fazem achar
que ainda não provei o que de melhor essa viagem tem ainda a me a.guardar
sigo
tentando plantar uma sementinha de esperança e fé
vai que brota no meio do meu coração partido, na rachadura, um pé

sábado, 18 de fevereiro de 2017

quase-liberdade

como é estar aqui fora
com o peso ancestral
do cárcere
do lado de cá
bolo um baseado
um plano
uma rota de fuga
outras não terão minha sorte
(a do acaso e a que a mim foi inerente)
eu as sinto todos os dias
mas especialmente hoje.
tenho medo também
talvez eu não tenha sorte pra sempre
e os omi da nossa cor
por reproduzir a ordem do opressor
e eu não aguento mais
ver meu povo
perdendo sua cor
pra dar lugar ao vermelho
ao vermelho
ao vermelho



com lágrimas nos olhos,

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

não faz sentido aquela música nem aquele filme

mensagem visualizada √√

o dia mais longo do ano
a leitura dessa carta
não me deixará dormir
por quantas semanas?
eu não esqueceria
nem se quisesse
o dia em que teus lindos lábios
me disseram
acabou
e a gente riu sem entender
o que escrevo é tudo mentira
eu sempre te disse
bobo quem acredita
que no dia de tua partida
eu olhava pra janela
e pensava com tristeza e melancolia:
já vai tarde