inverno astral aqui dentro e aqui fora
faz 19 graus em solânea
amanhã vai acordar chovendo
há poucas coisas que senti de ontem pra cá
num espaço de 24h num tenho tempo de sentir muita coisa
o menino que mora comigo disse que ontem eu falei enquanto dormia
não tive coragem de perguntar a ele o que foi que eu falei
hoje ao ir dormir vou acender uma vela
daqui a menos de um mês eu completo um ano de vida a mais no mundo
ainda não aprendi a escrever em terceira pessoa nem a falar em público nem a falar de mim nem a ficar nem a fechar portas
talvez eu seja exigente demais dura demais cruel demais imatura despreparada inconsequente invasiva constrangedora incoerente intransigente acomodada preguiçosa óbvia chata egoísta egocêntrica inexperiente insensível desimportante boba esquecida rancorosa apaixonada iludida gasguita irresponsável medrosa chorona fraca prolixa estranha superficial mentirosa burra alienada incompreensiva torta desajeitada descomprometida.......
hoje ao ir dormir vou acender uma vela
e antes disso vou comer um dente de alho
e assoar o nariz
e me olhar no espelho
quinta-feira, 25 de abril de 2019
terça-feira, 23 de abril de 2019
por medo do que as palavras têm a me dizer, num escrevo
por medo do que as imagens tem a me ilustrar, num sonho, num desenho
nesses dias, vivo de maneira quase que dormente
quase, porque quando não me lembro de esquecer, vem uma coceira debaixo do meus peito
que lembra que naquele dia eu cavei um buraco na terra
e enterrei o que não podia carregar comigo
mas por desacaso do destino estamos no inverno
e tem chovido quase todo dia
nasce milho feijão fava beringela melancia
e que pode ta nascendo também aquiloquenaquelediaeuenterrei
pode ser que
num sei se é
porque num tenho coragem de ir lá olhar
fico pensando de longe às vezes quando bate a coceira debaixo dos peito
tenho medo, sim, porque sei que num posso com isso
num devo
num alcanço
num mereço
e quando bate o desejo é por inconsequência minha, falta de vergonha na cara
daí que quando atravesso a rua às 6h da manhã pra ir comprar pão, num penso em nada, mas quando penso
é que vai ser gostoso comer um pão quentinho com café e às vezes depois de pensar isso
eu penso em ti
não porque tenho vontade de merendar contigo ou porque quero saber se tu gosta de mergulhar o pão no café, num é por isso não.
se nessa hora penso em ti, é porque me bate a curiosidade de saber
se debaixo dos teus peito, às 6h da manhã quando tu atravessa a rua pra comprar pão, se coça também, debaixo dos teus peito.
por medo do que as imagens tem a me ilustrar, num sonho, num desenho
nesses dias, vivo de maneira quase que dormente
quase, porque quando não me lembro de esquecer, vem uma coceira debaixo do meus peito
que lembra que naquele dia eu cavei um buraco na terra
e enterrei o que não podia carregar comigo
mas por desacaso do destino estamos no inverno
e tem chovido quase todo dia
nasce milho feijão fava beringela melancia
e que pode ta nascendo também aquiloquenaquelediaeuenterrei
pode ser que
num sei se é
porque num tenho coragem de ir lá olhar
fico pensando de longe às vezes quando bate a coceira debaixo dos peito
tenho medo, sim, porque sei que num posso com isso
num devo
num alcanço
num mereço
e quando bate o desejo é por inconsequência minha, falta de vergonha na cara
daí que quando atravesso a rua às 6h da manhã pra ir comprar pão, num penso em nada, mas quando penso
é que vai ser gostoso comer um pão quentinho com café e às vezes depois de pensar isso
eu penso em ti
não porque tenho vontade de merendar contigo ou porque quero saber se tu gosta de mergulhar o pão no café, num é por isso não.
se nessa hora penso em ti, é porque me bate a curiosidade de saber
se debaixo dos teus peito, às 6h da manhã quando tu atravessa a rua pra comprar pão, se coça também, debaixo dos teus peito.
terça-feira, 9 de abril de 2019
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