I
fico chapada. sim, eu tinha parado de fumar, mas enfim. fico chapada e quero dar a tudo um significado. cada detalhe, olhar, energia, vultos, padrões de comportamento.... tudo de oculto ou pequenininho. então. me observo, tento não me enganar, ser sincera comigo e pá. daí que acontece de lembrar porquê tinha parado de fumar. era isso! aquilo outro la... mas já que estou, vamos lá.
porra veio, é tanta coisa que num tem significado de porra nenhuma pra nois, num é não? que viagem foi essa de procurar se descabelar por não compreender o que kkk sei la vei,
enfim me controlo
quero parar de escrever
II
lembro de ti
mas dessa vez não quero escrever sobre os detalhes da sensação daquele dia suposições etc não quero
é muito fácil fazer poesia assim
III
queria mesmo
dizer sei la sabe
talvez com um haicai
simples direto tocar na ferida e depois lamber delicado
sem detalhes
de forma sincera
IIII
mas não sei
tu não me chega assim
infelizmente
fico lembrando de detalhes
subconscientes
e me desconserto toda
que porra
IIII
penso em parar de pensar
penso em parar de pensar que devo parar
.
to chapada e gosto de confundir
já sei, vou parar de fumar
mais
uma
vez
terça-feira, 24 de julho de 2018
sexta-feira, 20 de julho de 2018
agradeço
peço um sinal ao mundo
peço muito um sinal ao mundo
recebo quando percebo:
!eu estou bem!
(meus ouvidos, junto com a lua, estão crescendo
peço muito um sinal ao mundo
recebo quando percebo:
!eu estou bem!
(meus ouvidos, junto com a lua, estão crescendo
segunda-feira, 16 de julho de 2018
latifundio
o amor romântico
é uma fazenda de 3000 hectares
tudo cercado
2 donos
muitas cabeças de gado
e monocultura de soja
é uma fazenda de 3000 hectares
tudo cercado
2 donos
muitas cabeças de gado
e monocultura de soja
quinta-feira, 12 de julho de 2018
escrevo
as vezes sou um pouco autoritária comigo. tenho me perguntado ate que ponto devo...
bem, tenho consciência de que quando escrevo tenho acesso a partes do meu inconsciente de nem tão fácil acesso, de modo que ao mesmo tempo vou construindo meu subjetivo. por isso o meu cuidado... devemos aprender com o passado, sim? então...
e aí que vem a vontade de escrever pra ti sobre ti sobre saudade distância vontade ausência memoria semanas meses
e tenho estado a pensar.... será?
decido que vou esperar mais um pouco... ver o que vai rolar... o mundo é tão grande... tem tanta gente incrível...
e não sofro. me experimento, mas não sofro. quero poder viver uma paixão ou uma desilusão de forma tranquila, compreendendo a transitoriedade e agradecendo o encontro.
somos possibilidades. não preciso ter medo.
sigo.
quinta-feira, 5 de julho de 2018
segunda-feira, 2 de julho de 2018
de todo lo que tu acostumbras soy contradición
há um fio invisível que não nos enlinha, contraditoriamente, nalguns momentos, é ele que nos conecta
fiz nosso mapa conjunto,
nada indicando grandiosidade
nos atentamos então aos detalhes
olhos, mãos, ouvidos, língua, cuidado
tua boca a me dizer palavras em outros idiomas, ia me deixando curiosa
fui aprendendo
ganhei muitos presentes
as coisas pequenas me fazem lembrar que é grande demais o mundo
e limitada minha visão
observo
cresci junto da lua
sob a lua cheia, noite clara no sertão
não mais temia tuas mãos
deixei que entrasse que tocasse
água demais, o sol, teu ascendente, tua lua
acabei por ficar também, molhada
acontecemos com o chacra cardíaco e isso em mim foi novidade das mais saborosas
logo eu, já tão acostumada a amar com o plexo solar
não fosse minha tatuagem inflamada, minha boca calada
eu diria que há um lugarzinho no futuro esperando por nós
mas bem... sinceramente me acalma saber que nascemos fadados a esse curto espaço de tempo. foi gostoso.
me despeço com um gosto doce na boca,
não vou te esquecer.
fiz nosso mapa conjunto,
nada indicando grandiosidade
nos atentamos então aos detalhes
olhos, mãos, ouvidos, língua, cuidado
tua boca a me dizer palavras em outros idiomas, ia me deixando curiosa
fui aprendendo
ganhei muitos presentes
as coisas pequenas me fazem lembrar que é grande demais o mundo
e limitada minha visão
observo
cresci junto da lua
sob a lua cheia, noite clara no sertão
não mais temia tuas mãos
deixei que entrasse que tocasse
água demais, o sol, teu ascendente, tua lua
acabei por ficar também, molhada
acontecemos com o chacra cardíaco e isso em mim foi novidade das mais saborosas
logo eu, já tão acostumada a amar com o plexo solar
não fosse minha tatuagem inflamada, minha boca calada
eu diria que há um lugarzinho no futuro esperando por nós
mas bem... sinceramente me acalma saber que nascemos fadados a esse curto espaço de tempo. foi gostoso.
me despeço com um gosto doce na boca,
não vou te esquecer.
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