achar o espaço
saber o lugar da vírgula dos pontos
não invadir
falar com calma
olhar como quem não teme
respirar
olhar o horizonte
imaginar
estar tranquila
sim ou não
há infinitos caminhos
sim e não
domingo, 30 de setembro de 2018
segunda-feira, 24 de setembro de 2018
somos todOs iguais?
quantos abortos clandestinos quantas mulheres mortas negras pobres quantos socos na cara mesas quebradas portas arrombadas vozes silenciadas liberdades privadas corrente estupro tiro corpos negados
tiveram que existir
pra tu
vir aqui
com essa voz essa cara esse olhar
me dizer
nem eu
nem meu vocabulário
nem minha piada
nem minha piroca
nem meu pai
nem meu amigo
nem meu umbigo
nós não temos nada a ver com isso
domingo, 23 de setembro de 2018
cartografias possíveis
a colonização escondeu de nós muitos segredos
os mapas que faço ou imagino
querem em suas rotas desvendar segredos descolonizar caminhos
inventar novas formas de ir e vir
estar tranquila quanto as distâncias geográficas
compreender que nada mais é
que a necessidade nossa de percorrer livre alguns dos infinitos caminhos que nos é oferecido
sem que seja preciso marcar território nos lugares ou pessoas das quais atravessamos
crio mapas afetivos com novas formas de territorializações
desterritorializo se preciso
e quando menos espero
a gente acaba por se encontrar numa nuvem, texto, cisco de passado-futuro, mensagem enviada nalguma rede social
descolonizar os carinhos talvez passe também por isso:
descobrir novas maneiras cartográficas de como encurtar os abismos que existem entre n ó s
sem que precisemos maltratar prender torturar nossas estradas e mapas presentes nas linhas de nossas mãos
respeitemo-nus
os mapas que faço ou imagino
querem em suas rotas desvendar segredos descolonizar caminhos
inventar novas formas de ir e vir
estar tranquila quanto as distâncias geográficas
compreender que nada mais é
que a necessidade nossa de percorrer livre alguns dos infinitos caminhos que nos é oferecido
sem que seja preciso marcar território nos lugares ou pessoas das quais atravessamos
crio mapas afetivos com novas formas de territorializações
desterritorializo se preciso
e quando menos espero
a gente acaba por se encontrar numa nuvem, texto, cisco de passado-futuro, mensagem enviada nalguma rede social
descolonizar os carinhos talvez passe também por isso:
descobrir novas maneiras cartográficas de como encurtar os abismos que existem entre n ó s
sem que precisemos maltratar prender torturar nossas estradas e mapas presentes nas linhas de nossas mãos
respeitemo-nus
quarta-feira, 12 de setembro de 2018
plantas trepadeiras querem alcançar a lua
há quase muita ciência nisso que agora vos falo
a botânica me umedece os buracos mais secos
as portas entreabertas dentro de mim
é um espaço destinado a imaginação
há plantas trepadeiras gigantes que tocam tudo que desejo
os olhos as mãos os pés o intocável o indizível a linguagem telepática
há muito segredo dentro de uma semente coberta pelo fruto
ancestralidade futuro
as raízes indo cada vez mais fundo sentindo o gosto do mundo
minhoca terra esterco formiga chuva cheiro de fertilidade
vontade de lamber por a boca comer
cócega astral carinho no pescoço
não me deixa triste os processos naturais
de ser corpo alma vontade saudade
é como os pontos de crochê quando vão se encontrando
tecer é a arte dos encontros
plantas companheiras me indicam o que tô precisando
aí quando vejo que meu caminho ta cheio de amaranto!!!
porra
............
é sintonia geral
o caminho das possibilidades me ensina a fazer um manejo agroecológico
no solo de nossos delírios sonhos quereres
acabo às vezes por ficar com esse gosto de lembrança na língua
acho bom
propriedades organolépticas excitam o meu lado esquerdo do peito
há quase muita ciência nisso que agora vos falo
a botânica me umedece os buracos mais secos
as portas entreabertas dentro de mim
é um espaço destinado a imaginação
há plantas trepadeiras gigantes que tocam tudo que desejo
os olhos as mãos os pés o intocável o indizível a linguagem telepática
há muito segredo dentro de uma semente coberta pelo fruto
ancestralidade futuro
as raízes indo cada vez mais fundo sentindo o gosto do mundo
minhoca terra esterco formiga chuva cheiro de fertilidade
vontade de lamber por a boca comer
cócega astral carinho no pescoço
não me deixa triste os processos naturais
de ser corpo alma vontade saudade
é como os pontos de crochê quando vão se encontrando
tecer é a arte dos encontros
plantas companheiras me indicam o que tô precisando
aí quando vejo que meu caminho ta cheio de amaranto!!!
porra
............
é sintonia geral
o caminho das possibilidades me ensina a fazer um manejo agroecológico
no solo de nossos delírios sonhos quereres
acabo às vezes por ficar com esse gosto de lembrança na língua
acho bom
propriedades organolépticas excitam o meu lado esquerdo do peito
quinta-feira, 6 de setembro de 2018
florestas inabitadas
árvores flores frutos
semente
o corpo
animais selvagens transitam
medo coragem medo
coragem coragem coragem
aos poucos
teus dedos
chuva lençóis freáticos
permeabilidade
dentro
cíclico
cartas de tarô
encruzilhada no meio da mata
caminhos distintos
segredo
distância
vontade mapa inconsciência
espinho girassol mandacaru florido folha de palma
lucidez vento sopra sinal
imaginação fértil
sementes brotadas
vegetação primária rica
biodiversidade
saudade tranquila
peito querendo abrir
peixes de água doce e salgada aproveitam por min
céu nuvem cor pétala pedra tronco areia gota
transmuto-me pra tocar
teu corpo
futuro
agroflorestas bioconstrução
açude cheio
transitoriedade
açude seco
noite vagalume mãos
dia clorofila olhoserupção
transitoriedade
sucessão vegetal justiça social
partida
chegada
possível chegada
prevista partida
subir na árvore mais alta para decid ir
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