terça-feira, 25 de abril de 2017
algo maior algo a ver com ciclos que precisam acontecer?
é pesada a bagagem que carrego do mundo comigo, de começo, nem tanto, depois de um tempo as pessoas se apercebem.
a gente, querendo ou não traça caminhos e rotas de fuga. não está nas minhas mãos. eu correria muitos quilometros gritando pra tentar tirar esse aperto no peito, dói, mas sei que talvez um dia melhore.
é um pouco de compreensão também tudo isso, no momento não a tenho e estou cansada.
foi longa a estrada e eu morri na praia.
mas já levantei e estou aqui.
estou aqui.
sim, foi cruel prever como previ. demorei pra perceber, mas já não tento mais. como poderia, aguentar o peso do passado, presente e ainda do futuro? é injusto, com o mundo e comigo. deixa que me perpasse a pele quando eu chegar lá.
até que aconteça, tentarei fortalecer minhas pernas pra poder me carregar e também correr com maestria.
quarta-feira, 12 de abril de 2017
descobrir buscar
desfragmentar é tantas vezes racionalizar.
memórias, historias, laços afetivos, nós cegos.
voltar uma, duas, três vezes
até que se saiba,
se dê motivo,
há de se ter uma justificativa para.
é preciso dividir, realocar, cá e lá, fora e dentro.
a dor de separar o joio do trigo.
escute,
estou perdida e há um caminho que sempre me chama
e eu vou
pelo sabor, pela cor
e pelo costume, também, admito
mas já não posso mais
e e e e e
e
eu me prometi que não iria mais ali, não dobraria mais aquela esquina naquela rua com cheiro de domingo...
desde de então só fui lá em pensamento, juro. massssssss....
af...
e aí mudo de assunto, penso noutras histórias, outros rumos (há sim possibilidades mil.
talvez, noutros contextos e paisagens, eu ainda passe por isso tantas e tantas vezes nessa v.ida, mas escolho acreditar que no futuro terei mais destreza e menos desespero quando o futuro for um furo no presente por onde o passado começa a jorrar
.
.
.
,
penso-desfragmento-racionalizo
de que serve tudo isso? essa razão toda?
não sei e não cabe em mim a explicação,
nomes técnicos, teoria.
qual seria, então, a opção?
...........
.....
.... aquele famoso caminho?
não
memórias, historias, laços afetivos, nós cegos.
voltar uma, duas, três vezes
até que se saiba,
se dê motivo,
há de se ter uma justificativa para.
é preciso dividir, realocar, cá e lá, fora e dentro.
a dor de separar o joio do trigo.
escute,
estou perdida e há um caminho que sempre me chama
e eu vou
pelo sabor, pela cor
e pelo costume, também, admito
mas já não posso mais
e e e e e
e
eu me prometi que não iria mais ali, não dobraria mais aquela esquina naquela rua com cheiro de domingo...
desde de então só fui lá em pensamento, juro. massssssss....
af...
e aí mudo de assunto, penso noutras histórias, outros rumos (há sim possibilidades mil.
talvez, noutros contextos e paisagens, eu ainda passe por isso tantas e tantas vezes nessa v.ida, mas escolho acreditar que no futuro terei mais destreza e menos desespero quando o futuro for um furo no presente por onde o passado começa a jorrar
.
.
.
,
penso-desfragmento-racionalizo
de que serve tudo isso? essa razão toda?
não sei e não cabe em mim a explicação,
nomes técnicos, teoria.
qual seria, então, a opção?
...........
.....
.... aquele famoso caminho?
não
domingo, 9 de abril de 2017
tu não te moves de ti
não gosto mais de escrever. é isso.
o que?
dói,
mas num é nem a dor que me impede.
o negócio é que não posso fugir de mim, nunca, nem por um dia, nem por um instantinho sequer.
escrever me lembra
escrever me lembra
que eu sou eu há muito tempo, que minhas costas estão cansadas e o mundo ta pesado.
e que eu não quero mais...
o que?
ser ou lembrar?
não sei.
pensei em esquecer só até quando teus olhos não tiverem mais efeitos sobre mim,
depois eu lembro de novo
e aí vejo como é que fica.
por enquanto me dedico a aprender formas de colocar tudo pra fora que não necessitem de palavras ditas ou escritas. quero agora a cor, a imagem, o som... o toque?
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