terça-feira, 29 de janeiro de 2019

nem tudo que escrevo é verdade
mas tudo que escrevo é em primeira pessoa
acredito que por imaturidade
quando eu crescer vou escrever em terceira pessoa saber usar vírgula e ponto e crase e começarei as frases com letra maiúscula e tudo
derrubaria as cercas
deixaria que passasse o gado
as cabras
as mãos perderiam o caminho
acabariam por talvez
irem a lugares inadequados
impossíveis
imaginários
então
rezaria pra chuva vir
muitas ave marias voando por aí

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

domingo, 20 de janeiro de 2019

me vi

a mim, antecipo as poesias
que por algum acaso poderiam me escrever
escrevo-as
e dedico-me
permito o sonhar
alçar vôo e fazer pouso inédito
inspirada
descubro
e suspiro

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

só um palpite

por dentro é como se estivéssemos no começo do caminho
tento não me iludir e converso comigo com honestidade
relembro das vezes em que estive errada a cerca do que me cerca e que nasce sob ou sobre meus pés
medito todos os dias desde então
quero achar o ponto a transa  a dança em que consigo me comunicar
com o mundo e comigo
experimento posicionar as mãos de formas diferentes, encarar os dias com mais leveza, confiar no futuro, respeitar os processos
preciso desapegar da ideia de que porque nasci no tempo errado vivo sob a sina de estar errada no tempo
quero ouvir, ainda... me fala!....
por fora os desmontes do governo fascista, os ônibus pegando fogo, as pontes sendo destruídas, tem a crise no sistema penitenciário, as facções em guerra com o estado. tenho tentado entender tudo isso. 
não é fácil estar atenta aos sinais, requer coragem e olhos que enxergam além do que se alcança.
e muito embora o óbvio me faça acreditar que não, eu boto fé que conseguiremos percorrer os caminhos de que precisamos para... sei lá, transver.
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será?
vamos ver..