segunda-feira, 18 de abril de 2016

taxi lunar

Eu sei que é difícil ir,
Porque o caminho é sem volta. E sei bem quão contraditórias são as vias de uma mão só.
Daria coragem, se pudesse, mas não posso. O que posso e faço é olhar a lua refletida na poça e desej ar: ar-te.
Como quem conta sílabas, eu ando. Parece que a cabeça se perde sempre nas entrelinhas da v.ida.
Eu vou, sabe? Pior seria não voar aonde se quer.
Aceito o peito dado se as.sim for. Se não, sorrio ainda, plena que sou de mim.
É bom.
Não temo.

O olhar capta mais luz de pupila dilatada. Dilato-me.
Grande posso sentir.
E as retinas cansadas
Piscam
Querendo dorm
Ir.

Voo

Vamo?

terça-feira, 12 de abril de 2016

o perdido

amá-lo sempre foi uma de minhas especialidades
.

de cuidado com o mundo, pisco delicada
a sensação do atrito sútil dos dias, em minha pele, me deixa eriçada

se pudesse prever hoje
no que ia dar
talvez soubesse menos
do que agora sei

sigo observando a bonita tessitura da palavra
finitude

e sê-la me convida a olhar a vida
de modo que teus cabelos ao vento me parecem um paradoxo dançando no tempo

luz
luz
luz

vem, traduz