aquele dia em que a gente se encontrou
e não soubemos como nos olhar
tocar
falar
aquele dia em que a gente se desencontrou
mas sabíamos exatamente como nos olhar
tocar
falar
como uma sintonia ao contrário
acho que perdemos o passo
.
.coragem.
,minha tatuagem nunca terminada, assim como tantas coisas em mim,
é o que desejo, pois
a nós
ainda que em caminhos opostos
eu gosto do gosto
que é deixar ir
observo a decolagem até perder de vista
deixa que a presença ultrapasse os sentidos
e cuido de longe
em pensamento e c.oração
sexta-feira, 26 de maio de 2017
sexta-feira, 19 de maio de 2017
acho que estou crescendo.
tenho me visto grande, ou pelo menos maior do que antes
não sei.
a medida que cresço, crescem também minhas asas. é um pouco pesado tudo, mas há de se aprender a transitar da melhor forma na linha tênue entre a dor e a cor.
tento perceber o que te traz.
quis tanto nadar, que me afoguei.
mas contraditoriamente agradeço a tudo que me aconteceu.
eu não seria eu
se.
você sabe.
cabem tantas coisinhas dentro de uma só frase, deve ser indelicadeza dizer quem pode entrar e quem não pode, então deixo assim, aberto.
ainda tenho certa dificuldade em fechar portas, mas admito isso, e me ajuda a minha sinceridade para comigo.
meus processos acontecem por fora de forma muito lenta, por dentro tem algo mais de intenso, sabe? visceral.
fazer do coração, tripas. é isso, é assim que eu sou.
um pouco triste,
mas sempre com muita cor.
sexta-feira, 12 de maio de 2017
conversa fiada
fui atrás de ler meus antigos escritos
até suei
depois quis ter alguém pra conversar
como não tinha
sentei comigo e conversei e chorei
isso de ter coração demais, parece doença, às vezes, né nao?
mas num é não viu.
tenha calma,
eu me disse.
tem dia que a gente acha que fala demais, nem é pela quantidade de palavras ditas, mas sei lá, o peso de uma frase específica que ecoa na cabeça na maior parte de um dia (ou noite), as madrugadas.
segredos.
alucinações.
aaaaaaaaaaaaaaaaaa.
logo eu que gosto de quem tem a coragem na fala e não só nela, claro.
parece ironia.
me desculpo, às vezes, milhões de vezes, solto no vento os pedidos. nem sei se tenho culpa, pois ainda não me chegou a compreensão do momento, mas já feito os pedidos, porque sei lá, sempre há algo de, enfim.....
perdi os fios.
sou careca, esqueceu? kk
debochaaaada!
me lendo, desconfio que já fui mais feliz, mas também já fui mais triste. estou no meio do caminho? que seja bom o destino, peço aos desatinos.
é um olho no peixe e o outro no gato. é preciso estar atenta pra não se perder entre o antes e o depois.
o passado fica lá, o presente é aqui
esse dia cor de nem sei identificar
e o futuro fica pro que virá, não tento adivinhar.
não tente me adivinhar também, tu.
eu sou esses caminhos todos errados, essa sensação contramão, não atalho pelos terrenos mais óbvios, gosto do que da o nó da cabeça. há de se seguir o coração, o que pulsa no momento exato de. antes é antes, depois é depois.
nada do que escrevo é confiável, acredite. é que eu sou doido e escrevo apenas para minha sobrevivencia neste plano.
eu não escrevo pra ninguém.
quinta-feira, 11 de maio de 2017
além
alguns amores a gente nem entende
faça cheiro de chuva ou cheiro de sol
eu sei que há alguns anos a gente era nova demais e tinha mania de olhar um ao outro falando palavras-chaves, que nem sempre condiziam com o alcance dos nossos passos
eu sei que foi linda a forma que se esbarramos e se reencontramos pela vida
eu sei que é dorido deixar que te entrem assim com suas bagagens, te arrombando todas as portas
(desculpemo-nos então)
mais difícil é ter que construir um muro depois de tantas vezes sem saber como se chega perto e fica
depois destruir os muros
e contrui-los de novo
até aprendermos a lidar com as janelas
eu sei que o amor não se mede em palavras, mas lembro dos dias em que esquecemos disso
e sei que hoje te observei dormir com um sentimento bom de liberdade e pertencimento, que no intervalo entre o sono e o despertar eu não disse nenhuma vez que te amava
não precisou dessa vez
eu sei que as prisões de nada protegem os amores, e uma hora a gente se apercebe que não nos cabe os braços de abarcar o mundo inteiro,
mas o coração sim
na sua primeira tatuagem você me jurou eternidade, só passado algum tempo que descobrimos, pra sempre não existe, então na segunda, eu senti como que um insight, atemporalidade
anos de 2014 eu não imaginaria que até hoje eu ainda não entenderia
mas foi gostoso acordar num dia de hoje respirando calma, sentindo que é grande demais o universo que nos cerca e que vai dar certo os infinitos caminhos que nos caminham
e aos infinitos amores que ainda temos a amar
não há problemas em irmos embora quando assim quiser ou precisar, nem em voltar pra contar as histórias da estrada, dos sabores e cheiros provados
não se limita a v.ida numa cor só
é tudo questão de estar
perdendo a noção do que é ter noção
do perder.
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