sexta-feira, 12 de maio de 2017

conversa fiada


fui atrás de ler meus antigos escritos
até suei
depois quis ter alguém pra conversar
como não tinha
sentei comigo e conversei e chorei
isso de ter coração demais, parece doença, às vezes, né nao?
mas num é não viu.
tenha calma,
eu me disse.
tem dia que a gente acha que fala demais, nem é pela quantidade de palavras ditas, mas sei lá, o peso de uma frase específica que ecoa na cabeça na maior parte de um dia (ou noite), as madrugadas.
segredos.
alucinações.
aaaaaaaaaaaaaaaaaa.
logo eu que gosto de quem tem a coragem na fala e não só nela, claro.
parece ironia.
me desculpo, às vezes, milhões de vezes, solto no vento os pedidos. nem sei se tenho culpa, pois ainda não me chegou a compreensão do momento, mas já feito os pedidos, porque sei lá, sempre há algo de, enfim.....
perdi os fios.
sou careca, esqueceu? kk
debochaaaada!
me lendo, desconfio que já fui mais feliz, mas também já fui mais triste. estou no meio do caminho? que seja bom o destino, peço aos desatinos.
é um olho no peixe e o outro no gato. é preciso estar atenta pra não se perder entre o antes e o depois.
o passado fica lá, o presente é aqui
esse dia cor de nem sei identificar
e o futuro fica pro que virá, não tento adivinhar.
não tente me adivinhar também, tu.
eu sou esses caminhos todos errados, essa sensação contramão, não atalho pelos terrenos mais óbvios, gosto do que da o nó da cabeça. há de se seguir o coração, o que pulsa no momento exato de. antes é antes, depois é depois.
nada do que escrevo é confiável, acredite. é que eu sou doido e escrevo apenas para minha sobrevivencia neste plano.
eu não escrevo pra ninguém.

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