sábado, 24 de outubro de 2015

casulo

julgam as más línguas,
elas não sentem o sabor


tendo pras insignificâncias
e por ora não existo
o mundo inteiro pisca
e sim, eu não existo

sou dos cantares sem nome
e de partida,
segredo de coração
que não se conta em qualquer esquina ou ouvido

essa-coisa-toda
mora onde onde não tem cabimento
talvez por sua grandeza
talvez por sua pequeneza,
sei não...

e eu que sinto tudo, tanto
que de tanto
já não cabe mais em mim
e admito calma,

eu nunca coube, enfim

.....
dói dar luz à uma frase assim.
mas isso não é sobre o fim

morro
pra tentar
reviver

e
ando
por e para
me encontrar
no caminho em que pulso

sábado, 17 de outubro de 2015

sonhar é preciso, viver não é preciso (?)

tenho sido fome
de sonho
e de sonhar

meus pés-nos-chão cansaram de pousar?
.
.
.

hoje a noite a lua sorri.

o céu me ch.ama,
eu vôo.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

vejo

te escrevo porque te conheço de um tempo em que ainda não existia nem eu nem tu.
te escrevo porque as palavras se inspiram por ti como quem fecha os olhos pra só assim enxergar.
te escrevo porque escrevo também pra outros olhos, visito novos olhares, mas retorno sempre a pensar em ti, não como sendo dono de algo, pois tu és dono só de nada, mas como me sendo asa e sendo casa.
te escrevo como quem tem como destino a grande liberdade de inventar as próprias cores.
te escrevo porque muito já ouvi a respeito de., mas por respeito a mim e a ti, permaneço aqui, como quem sabe do mundo e de si.
te escrevo, pois, em plenitude, como se a verdade fosse de uma simplicidade que se despe toda em flores.
te escrevo não para que me leias, mas para que exista, aqui, em todas as dimensões e imensidões.

em fim,
em sim,
em mim,
eu te escrevo.

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

eu não faço poesia

corri pelos dias tentando seguir o vento, ele fugia. eu, que não sou fuga, nem vento, parei.
respirei.
inspirei-me fundo.
e de tanto construir meu ser com inutilidades, não me aborreci de sentar com o tempo e esperar o vento chegar. é lindo o desperdício do tempo com o nada quando ele é essência, quando ele é matéria prima da arte e da rima.
aí me convenci de pensar noutras coisas enquanto esperava a brisa bater.
pensei no que não se pensa. como? nem sei.
a folha no meio da rua me perguntou se eu queria ser pedra ou se eu queria ser flor, disse que as pedras tem asas, mas ficam paradas e as flores tem cor pra poder voar além da asa!!!
no meio do pensamento uma voz de fora me chama e pergunta sobre as poesias que eu faço.
acordo do transe.
de volta à vida irreal.
uma voz de dentro me chama e fala sobre as poesias que não faço.
antes mesmo que eu possa responder, vem o vento, forte, forte, soprando pra mim.
bateu a brisa.
eu sabia que ele viria, enfim.
o mundo faz a ventania ou é a ventania que faz o mundo?
não sei.

mas desconfio
se eu não faço poesia
não seria
a poesia que me faz?

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

.luz.

Eu
Quero sobreviver
a.zuL
Como é o céu
Que passeia
No coração dos pássaros
Tranquilo e calmo
Que quando estão, os pássaros,
 Melancólicos e tristes
Ele sopra um vento
E diz, sábio:
- Tenha alma!
 Tudo passa...
Passarinho.






quinta-feira, 1 de outubro de 2015

acho que você não vai entender

sim
não
tal
vez
.

hoje a noite tece uns sabores estranhos pro meu paladar e eu anoiteço toda. o mundo continua em constante movimento respiratório e me perco com essa mania nossa minha tua dele delas deles de querer dar significado a tudo, quando simplesmente, agora, essa gota que cai é pura e simplesmente uma gota que cai.
embora, muito embora eu não acredite nisso. e o mundo me bate pra mostrar que sim, mas eu digo Não! mesmo que seja sempre eu quem diz não ao não. agora eu digo sim ao não.
e despetalo toda.
....
enfim, me perdi
de novo

sobre o que eu falava mesmo?
sobre querer saber ser in