segunda-feira, 23 de março de 2015
os olhos não, mas o olhar
o que não se define
nas estruturas sólidas
de uma solidão
vem aqui
olha nos meus olhos
e diz de tudo que não sei
de tudo que nunca vi
e do que nunca verei
ei
rasga minha pele
onde eu engasgo
tudo que sou
ou fica aí
olhando de longe
por onde
tudo é mais bonito
do que finito
sim
eu sei
na cara e na coragem
o quão difícil
é chegar proximadamente
mas há o que não começa
o que não termina
e
só se
re
começa
não entendo
e nem quero
quero o sumo
de meu coração
e espremo
até a última gota
de razão
....
(respiro)
ah, como cansa
e amanso:
ainda temos o ar
que tanto teima
em
o
f
e
g
a
r
terça-feira, 17 de março de 2015
vento diz
nós, o tempo todo,
quase sempre por um triz
e tudo que se esconde
bem debaixo do meu nariz:
a.romA
~~~~~~~~~~~
vento leva e traz
deixa ir
e
vir
ei,
..... ri!
{.roma
não escolhe
.roma}
quase sempre por um triz
e tudo que se esconde
bem debaixo do meu nariz:
a.romA
~~~~~~~~~~~
vento leva e traz
deixa ir
e
vir
ei,
..... ri!
{.roma
não escolhe
.roma}
sexta-feira, 13 de março de 2015
não saber
Observava os passos pesados dos que tanto tem a dizer, a fazer, a pensar, a comer, a correr. Regras, deveres, obrigações. E ões e ões e ões. Cansa o óbvio e linear espaço das idéias prontas e intransigentes.
...
psiu.
(ainda a aprender...)
leveza leveza vento piscar
.olhar
...
vê então
"Eles prendem as paixões,
eu...
as
liberto!"
- falava o céu, .sobre. a terra.
...
psiu.
(ainda a aprender...)
leveza leveza vento piscar
.olhar
...
vê então
"Eles prendem as paixões,
eu...
as
liberto!"
- falava o céu, .sobre. a terra.
terça-feira, 10 de março de 2015
inter.preta
primeiro eu me des.ato
.se a gente acredita
[negação do ato?
não]
contrapartida
dos finais
.mas não ainda
porém
linda
ela
toda
torta
a vida
conta do alto
dos saltos
das quedas
e para.quedas
solidão
contradição
.se a gente acredita
já não importa o que se dita.
terça-feira, 3 de março de 2015
me dá um-dois
viajo contente pelos encontros e des.encontros,
nas vindas e part.idas,
ao que aqui é,
e ao que já deixou de ser,
ou, talvez, nem tenha s.ido ou existido,
porém que passa a exist.ir nesse ex.ato momento em que escrevo
.
tanto faz
o es-trago
fundo e lenta mente
[confundo o hábito com o desejo, e por já não mais pensar, vivo.]
paro para sentir o vento
o vento não para pra que eu possa senti-lo
entre intenções e parêntesis,
fumaça passa.
eu fico.
segunda-feira, 2 de março de 2015
sol ao contrá.rio
.chove.
reflito sobre a poça d'água que reflete a lua enquanto ando descalça pelo meio da rua. por entre fossas e poças percorro caminhos já antes percorridos e, há muito, conhecidos, porém agora com um novo olh ar. assovio por entre pingos d'água e sorrio. o cheiro da chuva lava as dores do mundo, concluo.
seja lá o que for.
e se é que...
(me espanto com o pulo de um gato que atravessa a rua)
.penso.
será que eu corro
e atravesso a lua?
reflito sobre a poça d'água que reflete a lua enquanto ando descalça pelo meio da rua. por entre fossas e poças percorro caminhos já antes percorridos e, há muito, conhecidos, porém agora com um novo olh ar. assovio por entre pingos d'água e sorrio. o cheiro da chuva lava as dores do mundo, concluo.
seja lá o que for.
e se é que...
(me espanto com o pulo de um gato que atravessa a rua)
.penso.
será que eu corro
e atravesso a lua?
Assinar:
Comentários (Atom)