segunda-feira, 23 de março de 2015
os olhos não, mas o olhar
o que não se define
nas estruturas sólidas
de uma solidão
vem aqui
olha nos meus olhos
e diz de tudo que não sei
de tudo que nunca vi
e do que nunca verei
ei
rasga minha pele
onde eu engasgo
tudo que sou
ou fica aí
olhando de longe
por onde
tudo é mais bonito
do que finito
sim
eu sei
na cara e na coragem
o quão difícil
é chegar proximadamente
mas há o que não começa
o que não termina
e
só se
re
começa
não entendo
e nem quero
quero o sumo
de meu coração
e espremo
até a última gota
de razão
....
(respiro)
ah, como cansa
e amanso:
ainda temos o ar
que tanto teima
em
o
f
e
g
a
r
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