sábado, 31 de janeiro de 2015

parte do mesmo



Porque não há estranhamento
Nem explicação
Um sentimento de pertencente
Sem qualquer possessão
Não sei
Palavras não cabem
E nem quero que caibam

Quero inspirar(-me) fundo
E conseguir ouvir do mundo
Sobre aquilo tudo que existe
Das pedras que resistem
No chão
Às borboletas que voam
Lindas e leves
No céu azul anil
...

Paro por aqui
Pra não me resumir
!




"O que escrevo continua."
"Minha alma é prolixa, mas faço o uso de poucas palavras."

o coração sabe o caminho

Em tempos de ódio e desamor, eu procuro aquela borboleta entre os carros ou algum ser se equilibrando nos meios fios ou um sorriso leve em pleno meio dia ou o silenciar em meio a gritaria.
O mundo faz questão de anunciar seus objetivos. E me perco. É que eu sou tudo que é imaterial, subjetivo.
Os valores mundanos e e socialmente aceitos (pelo menos no meu ciclo atual de estrelas) não falam por mim. E quanto mais escuto a minha volta, mais penso nas pessoas que abrem a boca por mera funcionalidade...
Ihhh

Eu só desejo
Luz
Porque se o mundo tem fome de vazio e cresce oco a cada vez que come mais
Eu desejo
Luz
Pra que consigamos sempre re.lembrar:
Nós não, flores, nós não!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

fundo

Meu corpo grita e cala
Minha mente cala e grita
Entre o que é cadente
E o que é quente
Eu paro
Estrela passa
Faz o pedido
Fiz
Então agora me diz
Diz
Do que cai
E fica
no pensamento
Do que vai
E voa
de volta como lamento
Diz!
Fala!
Não
Não cala
Please...

É
Amanheceu
E
Eu sei
És a prova irrefutável de que estou viva
Mas isso não se prova
Não se jura
Não se cura
E nem há remédio
Porque ser
Já é
A jura
A cura
A prova
E o remédio

Dorme mente
Meus olhos já estão dormentes
De tanto despertar
Dorme
Dorme
Procura em teu sono
Qual é o sonho
que te faz acordar
E lembra dos acordos
Respira e cai
Respira e vai

domingo, 25 de janeiro de 2015

metade de mim é tudo

hoje eu acordei como quem sabe.
como quem sabe e só. uma lucidez que de tanta, até dói.
não me questiono.
o que sei vem do ser, não do conhecer.
sigo.
e vou com cuidado para não racionalizar o que não é racional.
prossigo.
eu estou enfeitiçada? - pergunto aos meus pés - e piso com cuidado. é só aqui que piso com cuidado, não porque são terras desconhecidas, mas porque as conheço bem e sei o quão delicadas.
(sim, estou)
.

queria, hoje, ter acordado bem-te-vi. voar até certa janela e cantar sobre tudo que vi. mas hoje, eu acordei gente. gente, gente mesmo, dessas que tem um pé maior que o outro e que amam o sol, contanto que estejam na sombra.
.eu amo o sol, e hoje o tempo ta fechado.
será que vai chover?
...
não sei, e acho que desaprendi a escrever...
.adeus

o universo diz:
- calma!
eu escuto o eco:
alma
alma
alma

sábado, 17 de janeiro de 2015

lado de lá

A obviedade me é cega e não possui cor nem sabor.
E por gostar de fugir do padrão das cores, me desconstruo pra tornar aquilo que essencialmente sou.

{Acolho em mim toda forma de dor e amor}

É azul observar os corpos nus dos medos meus e já não os temo.
Sintomaticamente falando, a disritmia existe e sabe, e se torna bela por morar na casa que tudo cria:
a poesia.
.
.
.

!coragem! coragem!
Dobro a esquina e já não estou mais no mesmo lugar.
Proponho então um brinde ao que não devasta na novidade aquilo que somos
!

Luz luz luz

A(s)cender-me-
ei.

(se é vitória que você quer, então brinda!)

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

cita

"Atrás do pensamento atinjo um estado. Recuso-me a dividi-lo em palavras - e o que não posso e não quero dividir fica sendo o mais secreto dos meus segredos. Sei que tenho medo de momentos nos quais não uso o pensamento e é um momentâneo estado difícil de ser alcançado, e que, todo secreto, não usa mais as palavras com que se produzem pensamentos...
Perco a identidade do mundo em mim e existo sem garantias. Realizo o realizável mas o irrealizável eu vivo e o significado de mim e do mundo não é evidente. É fantástico, e lido comigo nesses momentos de imensa
d
e
l
i
c
a
d
e
z
a
..."

Uhh

sou-me
sol-te


terça-feira, 13 de janeiro de 2015

relicário do que não se guarda

{é que quando se esquece uma letra de certa palavra, e tal palavra ganha um novo significado, há de se estar consciente que o peso da resignificação pode definir o caminho e o destino}


pelos erros acertados
não me resta o surto
nem a inverdade

desapego-me
da vontade e vaidade

qual sentido?
em frente.

horizontalmente falando,
o que não acaba
quando termina o campo de visão.

e sei
que os humanos sentem mais saudade do que compaixão.

sábado, 10 de janeiro de 2015

Me fizeram acreditar que quando se bebe  é um bom motivo para postar num blog.

(Lembrarei do que não esquece)

O mundo gira e grita pra mim que sim. Sim pro que me a(s)cende e só.

No traço. E em outros -aços.

Procuro a lua e ela não está. Apesar de existir e brilh ar.
Levei um fora da lua, mas ainda me restam as estrelas
!

.É preciso confiar no que pré-sinto.
o pulsar sabe.

Me perco no vento. Me acho no tempo.
Respiro. E digo que sim:
sou

.



.




.

é bom o vento que passa. o sono que vai. o sonho que vem. o estar vivo é além.

céu.seu

e o que mais eu quero,

se aquele piscar sereno e lindo
é meu?

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

aqui

apago escrevo apago escrevo apago 

não precisa fazer sentido. não se trata de entendimento.

roxo
cor
cílio
embaraço
parto
luz
sombra
seda
espelho

aqui aqui aqui aqui aqui aqui

.eu fico.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

descontexto

quando anoitece
há sempre uma estrela
que me tece
as maiores viagens.

olho,
encaro,
e não enxergo,
.vejo

na rua, na janela, na lua, nela ou na tua

despida,
e leve de todo e qualquer peso.
nua.

.observo o eixo das órbitas habituais
e não excluo a presença
das infinitas verdades
que abarcam nossa existência
.
luz

e então sei
eu moro onde não tem cabimento
"sim, já é outra viagem...."

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015