sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

assobiando canto de alçar vôo inédito

não se trata de esquecimento esse desejo novo de se querer ir e ser.
é que de uns ontens pra cá me peguei a procura do que não mais nos cabe e sorri assim, ainda que com um nó.s na garganta.
guardo com carinho e afeto aqueles efeitos todos que transcendiam esse plano-matéria. 
nas nossas ilusões do que é liberdade, 
pressinto que estou, hoje, mais perto do encontro. o reencontro comigo e com os demais seres do universo.

faz calor nessa tarde cor de fim-de-ano e não dói ser, esse coração todo. 
sou vivendo
e já não temo
essa 
du-bi-e-da-de
que nos enlinha
...

mas 
agora me pre.paro pra seguir meu caminho
em sintonia com o que pulso e sou


passa
r
i
n
h
o

domingo, 13 de dezembro de 2015

dor

tudo dói
tudo dói
tudo dói

isso que me fura o corpo, osso, alma
me deixa em carne viva.
ardo.
tardo.
fardo.
fado?

.cutuco as feridas

e

f
i
c
o

a
s
s
i
m



sem saber
se dói mais
aqui
ou


quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

só não, sol

o ano acab.ando
tudo pass.ando
eu, assobi...ando

e acho graça
dessa maneira
minha
de enxergar
a v.ida
e suas vindas

linda ela
linda eu
feia ela
feia eu

e sigo r.indo
porque
é tudo findo
e cito
a mim mesma
(embora outra)
em 2013:
"no mar em que navego
a lei menor é do que é raso
e a lei maior é do que é riso"

nado
...
brilha, essa noite,
aqui
um sol
ao contrário
.




*fiz um samba com minha solidão e ele ficou assim:

. . .

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

pisco e a(s)cendo

não olham pros lados, eles que não sentem essa vontade visceral de escrever um poema no meio da noite ou do nada.

o contratempo do momento é o ponto. a passagem, nem rápida, mas também nem tão devagar assim, me deixa partida em uns seis pedaços. divago
em pensamentos, que talvez, nem sejam meus, enfim.
.contraponto.
simples o respirar do dia quando não em mim. o sinto e falo bobagens que não traduzem o que sinto, mas, em verdade, espantam o que quero.
não quero ser demais e temo. quero o pouco e o respirar leve. 
não me venha com muito, o você-das-novidades.

estranho saber que sobreviverei a esse remendado todo. estranho saber que sobrevivi a essa agonia toda nossa minha dele. e seguirei sozinha assim, como quem vai de encontro ao que já se é no fundo de algum lugar qualquer. me preparo pro mergulho e vôo. 

sou meu próprio sim.
embora muito precise desconstru.ir pra abarcar aquilo tudo que trago e sou.

vou embora

a.deus (me livre)

sábado, 28 de novembro de 2015

traduz

o vento corre dentro de mim. sou das coisas que vem e vão, que não tem lugar de ser, pois são seus próprios lugares, lares e ares. cativa minha alma tudo que voa solto por aí e inspiro-me fundo.
se uma definição limita o tempo, eu deslizo e caio numa brecha onde posso indefin.ir-me.
eu caio
eu caio
eu
caio
c
a
i
o
quem?
não sei
...

e a partir de um piscar de olhos, já não sou.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

...

Eu sou o fio pendurado no poste. Eu sou a rachadura na parede do viaduto. Eu sou A cruz que pesa nas costas. Eu sou a hora errada do relógio.

Perdão.
.mas não sei onde é o meu lugar.
E nem o do ponto,

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

carta-delírio

,,,,,observou
falou de minha pousada
chamou-me de ousada
e eu fiquei a meditar
que não era de uma grandeza assim,
coisa pouca que sou,,,,,,,,

enxergar o mundo com verdade
é um ato de amor.
nada de realidade
o que pulsa aqui
é sabor
de fundo e de mundo,
ô flor.

voa, nasce, cresce, voa
é tudo ar
céu e chão
vôo e passeio
broto e semeio.
pro que nasce além de mim
olho e acolho.

sim!
.sorrio e pisco, lentamente, como se pudesse sentir a singularidade de cor de cada se-gu-ndo.

dor,

eu sou
.(com) amor,




às flores
- elas sabem o caminho.

sábado, 7 de novembro de 2015

"hoje a noite me pinga
uma estrela no olho
e passa"

chorei, mas não oro mais.
o descompasso cheio de alienação e explicação e razão....
canso.

se fosse noutros tempos retornar
ia,
agora já não mais. e eu esperei aqui sozinha por um sinal, uma luz, um apito, mas nada me foi oferecido.

.palavras-calas que não são a expressão sublime do que há no coração não me apetecem mais
e me inclino pra voz que diz sem medo
a verdade.

e mais uma vez
me percebo assim
com essa sensação desgostosa na boca
...

mas tudo bem o silêncio dos ias,
um dia
eu hei que entender
os sóis
quando brilham
ao contrário
e se contrariam




domingo, 1 de novembro de 2015

ilusão


;

quando se começa a entender o mundo
dá a sensação de que se pode entender o mundo

todos aqueles sinais, luzes, números, planícies, depressões, direita esquerda frente trás, primeira pessoa do singular
... "n" utilidades
minto ou mito
estado ou estando
lido ou lindo
vida ou vinda
prato ou pranto
paro
pontos

a cabeça lotada
do de dentro
e do de fora
e ainda a necessidade
de entender os pensamentos
da cidade
.
.
.
e
olhando pro mapa
foi que ele me disse:
- qual foi a rua
em que a gente se esqueceu?

eu olhei pro céu
e fiquei a pensar........


sábado, 24 de outubro de 2015

casulo

julgam as más línguas,
elas não sentem o sabor


tendo pras insignificâncias
e por ora não existo
o mundo inteiro pisca
e sim, eu não existo

sou dos cantares sem nome
e de partida,
segredo de coração
que não se conta em qualquer esquina ou ouvido

essa-coisa-toda
mora onde onde não tem cabimento
talvez por sua grandeza
talvez por sua pequeneza,
sei não...

e eu que sinto tudo, tanto
que de tanto
já não cabe mais em mim
e admito calma,

eu nunca coube, enfim

.....
dói dar luz à uma frase assim.
mas isso não é sobre o fim

morro
pra tentar
reviver

e
ando
por e para
me encontrar
no caminho em que pulso

sábado, 17 de outubro de 2015

sonhar é preciso, viver não é preciso (?)

tenho sido fome
de sonho
e de sonhar

meus pés-nos-chão cansaram de pousar?
.
.
.

hoje a noite a lua sorri.

o céu me ch.ama,
eu vôo.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

vejo

te escrevo porque te conheço de um tempo em que ainda não existia nem eu nem tu.
te escrevo porque as palavras se inspiram por ti como quem fecha os olhos pra só assim enxergar.
te escrevo porque escrevo também pra outros olhos, visito novos olhares, mas retorno sempre a pensar em ti, não como sendo dono de algo, pois tu és dono só de nada, mas como me sendo asa e sendo casa.
te escrevo como quem tem como destino a grande liberdade de inventar as próprias cores.
te escrevo porque muito já ouvi a respeito de., mas por respeito a mim e a ti, permaneço aqui, como quem sabe do mundo e de si.
te escrevo, pois, em plenitude, como se a verdade fosse de uma simplicidade que se despe toda em flores.
te escrevo não para que me leias, mas para que exista, aqui, em todas as dimensões e imensidões.

em fim,
em sim,
em mim,
eu te escrevo.

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

eu não faço poesia

corri pelos dias tentando seguir o vento, ele fugia. eu, que não sou fuga, nem vento, parei.
respirei.
inspirei-me fundo.
e de tanto construir meu ser com inutilidades, não me aborreci de sentar com o tempo e esperar o vento chegar. é lindo o desperdício do tempo com o nada quando ele é essência, quando ele é matéria prima da arte e da rima.
aí me convenci de pensar noutras coisas enquanto esperava a brisa bater.
pensei no que não se pensa. como? nem sei.
a folha no meio da rua me perguntou se eu queria ser pedra ou se eu queria ser flor, disse que as pedras tem asas, mas ficam paradas e as flores tem cor pra poder voar além da asa!!!
no meio do pensamento uma voz de fora me chama e pergunta sobre as poesias que eu faço.
acordo do transe.
de volta à vida irreal.
uma voz de dentro me chama e fala sobre as poesias que não faço.
antes mesmo que eu possa responder, vem o vento, forte, forte, soprando pra mim.
bateu a brisa.
eu sabia que ele viria, enfim.
o mundo faz a ventania ou é a ventania que faz o mundo?
não sei.

mas desconfio
se eu não faço poesia
não seria
a poesia que me faz?

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

.luz.

Eu
Quero sobreviver
a.zuL
Como é o céu
Que passeia
No coração dos pássaros
Tranquilo e calmo
Que quando estão, os pássaros,
 Melancólicos e tristes
Ele sopra um vento
E diz, sábio:
- Tenha alma!
 Tudo passa...
Passarinho.






quinta-feira, 1 de outubro de 2015

acho que você não vai entender

sim
não
tal
vez
.

hoje a noite tece uns sabores estranhos pro meu paladar e eu anoiteço toda. o mundo continua em constante movimento respiratório e me perco com essa mania nossa minha tua dele delas deles de querer dar significado a tudo, quando simplesmente, agora, essa gota que cai é pura e simplesmente uma gota que cai.
embora, muito embora eu não acredite nisso. e o mundo me bate pra mostrar que sim, mas eu digo Não! mesmo que seja sempre eu quem diz não ao não. agora eu digo sim ao não.
e despetalo toda.
....
enfim, me perdi
de novo

sobre o que eu falava mesmo?
sobre querer saber ser in

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

o corpo vez ou outra
nos apresenta um outro
ponto de vista
diz que vai trabalhar
no sentido anti horário
porque agora deu
pra gostar do contrário

e eu
já não tenho muito o que fazer
senão acolher o que ele tem a me dizer

e se seguem assim os dias
em que eu viro passarinho
que caiu do ninho
só querendo cuidado.cuidado.cuidado
e me aninha a poesia
que cuida de minhas asas
até que eu esteja pronta
pra alçar um novo
v
ô
o

uh

deve sim haver aí
uma vontadezinha
mínima sequer
de se querer
.calma
e
delicadamente.
e fundo
e tudo
e mundo

eu os sinto
os....
não posso dizer!
... é segredo
de estado
e eu
agora
estou

~

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

claro

o louco que eu acho de entrar numa viagem que não minha
é que toda a trajetória é essa sensação de d'vaju, quando na verdade, a verdade não é propriamente sua.
no meio da rua, percebi, o mundo tem sua forma de compreender o mundo
e isso há de ser compreendido.

eu já sentia que ia precisar ser ar. eu sempre me prevejo as coisas de uma forma tão instintiva que me sinto bicho com o mesmo coração selvagem, que descreve Belchior, só que ao contrário acrescento agora com a minha atual sobriedade.

foi assim que engoli. meio seco mesmo.

eu já sabia do outro lado, enfim
([{e hoje vim pra casa pensando em como é lindo quando a linguagem transcende as palavras ditas}
 bom, já não sei mais sobre a veracidade tal viagem......]mas continuo por gostar das conversas que me transcendem a fala)


quinta-feira, 10 de setembro de 2015

algumas tantas intenções

respira o ato ou é a intenção?
há muito céu. há muito chão.
e coça essas inverdades todas, ditas sob e sobre meu peito inquieto, se fingindo real.
não há mais espaço aqui pra tais superficialidades que falam, mas não dizem. eu quero a cor e o resto me é mudo.

todo esse descuidado que persegue e cega os dias ensolarados não deveria mais me murchar.......
as flores com seus espinhos não tem culpa de. (me-dito)

bate o vento solto, leve, dançando por mim.
e sorrindo mudo meu ponto de vista habitual pra não cair de novo na ideia de me prender ao que voa.
.quero é beber gás, observar o passo lento dos dias insones e curtir a brisa louca das madrugadas insanas. tudo na paz, tudo no traz

do mundo.

e já pressinto:
!viva! o inusitado


viagem astral

que as cócegas astrais nos transcenda e acenda
!

já não quero caber
nessa coisa toda que me quebra-
[cabeça

os encaixes não abarcam essa vontade
louca
frouxa
solta
de ser mais

tanto faz
os valores sociais
eu quero é perder minhas pernas entre caminhos e sinais

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Há uma pessoa .no mundo.
De um brilho tão especial e bonito
Que me sinto plena
Quando penso
Que da sua luz eu vim
Mas ela me diz sempre
Que não gosta das coisas secretas
E por isso é comigo tão solta e aberta

E eu paro e penso e sento e choro

Porque quando cai um cisco de saudade nos meus olhos
Eu sempre fico assim
A meditar

E me-dito
Calma e serena
Pois foi ela quem me ensinou
Sobre as belezas do fundo

Por isso, agora, se pudesse,
Eu, assim,
Lhe diria:

                                 - mas mãe,
                       se secreto é o mundo (?)
.
.
.

{Só que ainda não aprendi a falar
Assim, pra fora}

                   

terça-feira, 1 de setembro de 2015

sim, já é outra viagem

corre dentro das noites incertas um sabor de azul que pisca a alma. 
é bom deitar e deixar-se ir.

.mas é preciso coragem

porque entrar naquilo
que lhe é familiar
é sempre mais fácil,
e......
embora não se resuma só a isso....
e embora ir embora não signifique
negar que existe .mais.
além disso!!!:

não nos limitemos só ao que é preciso 
o desnecessário, também, é muito bem vindo
e reverbera o arco íris
.

[essa viagem é daquelas antigas
que no entanto, segue,
mais nova do que nunca.]

sabiá dizia,
sempre se reinventa, a vida,
e disso eu já sabia
.
.
.
uhh

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

olhar diz

eu sou ser lento
vivo de-vagar por aí a pensar se quando crescer quero ser pétala de flor ou barulho de mar
e acho graça dessa pressa toda que acha mais importante o ir e vir do que o estar aqui
agora

e penso que cuidado é uma flor frágil e delicada

é preciso muita paciência pra me des.cobrir porque não consigo existir assim por mera utilidade de espaço
e sim
aceito sempre companhia
se for pra observar o mundo de um ângulo que ninguém presta atenção

terça-feira, 25 de agosto de 2015

vento diz

os pés quando abrem mão dos significados, dobram a esquina como quem nem olha pros lados.
pisca aqui, ainda, nossa vontade de ser coisa viva por dentro. a casca já não sabe de si, e vive de vagar por aí.
rapidamente tento me prontificar de que o sabor estabelecido é sim o que procuro;
mas não encontro sentido, nem direção.

perdoe-me a falta de tato.
mas como não tropeçar nesse emaranhado de fatos? meus cabelos cortados, agora podem respirar.
sim, eu já tenho asas!
e tenho aprendido a ser ar.
.
.
.
ei,
...

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

eu sinto muito

porque eu quero demais
e demais não pode
nem sei porque não pode
mas me disseram:
não pode
e, se não pode,
não pode!
ora
....
e eu fiquei a pensar

será?

depois ri porque fui imaginar o que é bonito nos olhos do outro... quando antes via dor, agora nada mais do que a beleza de se admitir que dentre as possibilidades possíveis, é sim linda.

e eu fiquei a sonhar
com  o impossível....

.mas e aí,
pode?

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

eu já sei

hoje à noite as cebolas choraram
por mim e por fim
sim,
é assim
a vida
a ida

tudo bem
segue
ainda é melhor
que cegue

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Será que estou perdendo minha insanidade? As pessoas sãs estão me deixando apavorada!!!
Que ideia toda é essa de dar nome a tudo?
Isso nem cabe nas minhas sequelas!!!

Um dia atrás eu acordei pensando:
Se eu tiver ficando louca,
Que um dia volte à lucidez.

Só pode tá sã uma pessoa dessa, pra comparar loucura com falta de lucidez
???!!??!
Não, não, não, não
Já nem sei quem sou. Sou o que penso ser ou sou o que me pensam ser?
Querem me impor umas leituras sobre um mundo que eu nem acredito...
Isso nem pulsa! Isso nem vive!
Eu quero o que é sinto.nia
....
Eu quero
O que é
p
o
e
s
i
a

terça-feira, 28 de julho de 2015

trip

Minha cabeça não anda boa, mas não se preocupa, deve ter mais a ver com essa mudança de tempo e de vento do que outra coisa.
Tem um pulmão no meu dedo, eu disse, e ninguém acreditou, mas tinha mesmo. É que eu tenho precisado respirar mais. Tenho andado a mil e esperado demais o que não vem. Então só me resta o ar, que voa, voa, voa.
Respiro.
E aí depois veio um ser que me abraçou e fez um samba com as batidas do meu coração porque disse que eu tava muito acelerada e só samba pra curar tal solidão e eu fiquei com a sensação de incompletude. Não entendi a frase, nem o momento. Mas segui.
Engraçado como a gente se conta uma mentiras bonitas e acredita só pra poder respirar mais leve.
Mas já não adianta. Meus olhos querem a verdade. Não a verdade de quem só diz, mas que faz e que paz.
Ser é sempre mais.
Talvez eu não saiba falar sobre,


.

(ontem)

terça-feira, 21 de julho de 2015

Ando pelo meio da lua
Olho pro meio da rua
E não me comove
O concreto sonhado ontem

(Mas ei, olha lá!)

Nessa viagem
De sonhar com o que ainda vive
E não desejar o já morto,
Vento vem,
E é de um torto
Que me entorta a alma,
 ...
Me encontro!

Todavia, me sinto o sim
Navegando entre toda negação
Mas não há porquê se espantar
Há sim de se ter mais coração.

E
Eu já sabia
Tudo aquilo que via
Não era miragem
Tampouco alucinação
O que luzia,
Ah... lua,
O que luzia
Era um ser-solar
   com.paixão

segunda-feira, 20 de julho de 2015

sobre conversa que ouvi no ponto*

"o mundo
voa


apenas o poeta
faz companhia ao
chão."
              
 *o ponto é qualquer, quais quiser, 
substantivo comum ou abstrato.


era sobre língua e ouvido. língua portuguesa, ouvido, seu, claro. de não ser coisa que sai por sair. não! palavra é atenção à vida, chamego de nuvem... in.significados muitos;

tudo voa

quinta-feira, 16 de julho de 2015

azul cor de desejo



a cidade chora em mim.
me olha nos olhos
e chora
no meu coração
no meu pulmão
por entre minhas pernas
por debaixo dos meus pés
pelas minhas costas
enfim

será que ela não tem pena de mim?
sim,
a cidade
a vontade
à vontade
não que não seja só viagem
mas
...
acho que não vão me entender
...

pesa minha bagagem
ou sou eu que peso?
é que enquanto todos olhavam adiante 
eu reparava nos detalhes
na cor, sabor, calor...

e aí deu pra acontecer
de meus calos quererem voz:
se agora tudo chove e grita
por que eu também não,
que temo e giro?

agora chove ela e chove eu
os olhos marejados
de mar
de sal
de sol
e ar~~~
[sem muito esforço, ainda posso me sentir dançando e sendo lambida por tais ondas]
...

ainda muito a aprender com as águas dessa v.ida
!

e
não morro afogada
no fim

quarta-feira, 15 de julho de 2015

lume

cuida!
as ruas da cidade
tem traços
de nossa(s) singularidade(s),
cuidado!
olha pros lados
pra atravessar a avenida
(ou só pra observar a vida)

a areia entra por entre os dedos
pisa e passeia comigo
por essa lua
branca e nua
e me diz do que passou
mas
que
ficou
no pensamento
e não .só. nele
....
ihhh,
lamento?
não!

luz que lumina
de sim
e ilumina todo não,
não seja
o que
é

.razão

sábado, 11 de julho de 2015

atenção, precisa ter olhos firmes, pr'este sol, para esta escuridão!!

Deve ser por isso que gosto dos labirintos e caminhos tortuosos.
Não é a firmeza que atrai, mas a dúvida que é segura de si.

(Continuo por amar uma cor que me traduz o ser)
Por entre a escuridão, continuo a ver e por vezes tento me questionar o porquê, o porquê, e é preciso muita verdade pra que eu possa me (re)lembrar:
Não há explicação, dos -ão, apenas coração.

Eu estou inebriada, por isso permaneço aqui, assim, parada. Eu fluirei também, pressinto.
Nessa confusão de cor, os sabores continuam no mesmo lugar, diz minha língua sobre.

E enquanto respiro fundo, continuo por sentir a coceira no membro que não existe
..............................
...........
enfim

.não consegui concluir.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

onde estão os ouvidos?

As rotas comuns não me cativam a alma.
Não pretendo esperar parada
A chuva passar.
Quero, em mim, senti-la
Enquanto viajo a caminhar.
E se os ouvidos habituais
Não estão dispostos a,..
As ruas da cidade se dispõem
A ou-
vir

E
. é bom estar num movimento recíproco para com o mundo .

Sem temer o que possa significar ir
sem rota, nem destino.
Ir,
só.

sábado, 27 de junho de 2015

o sem nexo

Era assim que eu ia falar e convidar.

Nem vi. Mas vi outras coisas mais, sabe?
[...]

Daquelas coisas que sempre existiram, mas que acordam só agora
Ou
Daquelas que nem existem mas ainda assim acordam (?)

Num é?
Pode ser
.

Desculpa se fiz pensar, se ofuscou o olhar, se o piscar fez reluzir o... sei lá. Se é se, né?
Mas não precisa preocupar,
Me disseram.

É tudo bem tranquilo, na verdade.
Eu sei porque não sei. E é gostoso o não-saber num degradê de sabores e cores.
Nem faz sentido, né?
Aqui, sim.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

visto as carapuças que me cabem

Hoje fui até a superfície, e quando levantei, foi bom sentir o vento lambendo minha cabeça!
Eu senti o bom de.
Vi a leveza que mora onde não há porquê se preocupar e, só, voei como quem não tem destino, mas sabe onde quer chegar.
E flutuo por aí fazendo samba da minha solidão, que agora penso:
?solitude?
No contexto da minha profundidade terrestre, sei que não posso me apegar tanto assim ao que me pousa na palma da mão, então me convido a ao dobrar uma esquina
.olhar para o outro lado mesmo que sendo contramão.

Eu, de carne-osso-e-alma, sei que o que me instiga é essa capacidade humana de abarcar nos braços o que nos faz pulsar o coração.

.
.
.

(sou daqueles seres pra livre interpretação)

terça-feira, 16 de junho de 2015

desabafo de uma ameba

fúria. raiva. aaaa. sensação. de. se. falar. entre. pontos. e. pausas. infindas. enquanto. a. vida. segue. rápida. e. finda.
o que é que tanto sufoca? olho para os lados e não sei pra onde corro. socorro? 
as lágrimas me faltam, sim às vezes isso acontece, e quando acontece, me sinto vazia. cheia do que não se extravasa (?), nem entendo...
a calma é minha leal companheira. permaneço tão calma que me irrito. 
porra.
queria o que grita! o que é zoada! o que fala com a verdade de quem diz!
mas não, deixa pra lá
deixa a poeira baixar
(mas ela nem subiu!!!!!!!!!!!!!!)
hahahahah rs

....
...
..
.
como são difíceis os seres humanos... uhhh
sigo

tudo já passou...

e eu me descabelei toda (rs)
atoa

sexta-feira, 12 de junho de 2015

insight

hoje lembrei
de um
.um.
- não que eu tenha esquecido,
mas hoje
lembrei

e fui invadida
por uma sensação
tão linda
de compreensão
que sorri

.narina aberta, espaço entre, florzinha no espaço e cuidado dentre.
e
mais
.
.
.

feliz por acreditar
no que acredito
e
me.dito
não existe errado caminho, pois o caminho se faz no enquanto caminhar

quarta-feira, 10 de junho de 2015

inventário

desencontro-me no momento do encontro. muito surreal essa vida, que se eu contasse, ninguém acreditaria.
tenho criado percussos impossíveis, e me perdido neles. mais vale uma viagem voando que duas na mão, num é isso? então...
retorno para passados e lugares em que nunca estive, mas vou com pés que conhecem o caminho.

.para o tempo
vento continua
 e o transitar por um segundo esquece que precisa ir e vir

.atravesso a rua com os carros .em movimento., acho poético o momento.
(inebriada com a silhueta por entre tal luz-alta.)

tenho pensado e visto coisas tão bonitas que tem sido bom morar em meus delírios.
a imaginação é sábia do que faz e diz.
tal sensibilidade me chama. eu penso se vou e quando vejo,

já fui


domingo, 7 de junho de 2015

luz

já não é pra mim esse olhar

.descanso o peito.
.solto o ar.
(que tanto teima 
em ofegar)

o vento sopra leve
ainda
a vida segue breve
e linda

as coisas passam por mim
num bater de asas
num piscar de olhos
e duram uma eternidade
tão bonita e curta
que eu desejaria ser
tudo aquilo que a poesia vê
somente pra poder ser 
infinita 
na minha finitude
 .
enfim
já não dói tanto assim
saber que esse meditar
não é sobre mim
.
não desejo órbitas
ao meu redor
desejo o que é livre
de corpo e asa

isso
me 
conduz
até onde
é
luz

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Não me use como argumento
Não sei existir só em dado momento
Tenho de ser toda
Pois assim é meu sentimento

Em casa se sente minha visão
Ao pousar nessa dimensão
Que é tão própria
Quanto a sonhada imensidão

Não me restam segredos
Nem medos
Minhas águas sabem bem
Por tudo que cedo

{Mas
De que adianta
Se eu(,) cedo
E o mundo:
Tarde demais
?}

terça-feira, 2 de junho de 2015

desejo

respiro fundo, prendo como se quisesse guardar algo dentro
e solto.
o que vejo enquanto pisco é...
inefável...... as palavras não conseguiriam...

e sinto e sento e ando e quando

tento lembrar desde onde
mas não encontro o início da linha
será que estou enlinhada no embaraço de tal fio?
desconfio:
.o começo e o fim serão sempre vizinhos

pisco fundo e respiro lentamente
uhhhh
saio de mim
desaprego-me de mim mesma por uns 3 segundos e quando volto, me sinto viva


o sentido é
.sensorial.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

borboletas se equilibram no espaço

(e não há ninguém pra contar sobre as borboletas que vejo quando olho pra luz)

a imperfeitude dos galhos cortados é que fora de si eles já não sabem mais do mundo e existem ali por mera utilidade de espaço
eu descobri
porque vi enquanto olhava fundo no que nascia de dentro pra fora 
e doía, doía muito
como dor de parto
[partir é um ato coração
por isso eu me re-parto
e renasço]

tô no cordão de saída, sai, saideira.
.eu fico.

e relembro a lindeza do que vi enquanto mostrava meus espinhos
mas jamais alguém irá saber
eu não saberia nem dizer....







ps: a lua hoje tá tão triste, deixo aqui pensamentos bons pra ela


domingo, 24 de maio de 2015

Tendo pro torto
Pro lado de lá
O que me interessa
É o poder de ser mar
De olhar pra trás
E ser mais
Mais e mais

Afora isso
Sopra o vento
Que acaricia a boca
Pisco lento
E aprecio, solta
Que sou
Do mundo
E de mim

Quem diria, que assim
Eu sairia
.daqui
No fim

Mas não ainda,


Cada dia descubro
Um segredo da vida
...
Ora me dói, ora me rói
Ora me ri, ora me li
E sei
Que já estive aqui
Antes
Muito
Antes
De me ser

En.fim,
Já falei demais,
Lá vem o amanhecer
E com ele
As mais
Infinitas possibilidades
De floreScER

sábado, 23 de maio de 2015

promessa a mim mesma,

                     que agora ando a ermo/esmo.


De todo meu coração e de toda minha alma, de todo meu corpo e de tudo que está além disso, mas que no entanto posso também tocar e ser
Eu prometo
Com toda minha coragem e vontade de estar presente onde se é, com toda essa poesia e firmeza nos pés
Eu prometo
Pra que se volte a sintonia com o que me aninha e emeia, e também a respiração longa que é grata apenas por ser leve como pena e por existir nesse mundo de peso e descuidado
Eu prometo
Por entender o que vai e o que fica, e toda carga linda que vem junto disso
(aceito e respeito os outros pontos de vista, de vida e de ida)
Eu prometo
Porque compreendo que o medo merece ser acolhido, e que toda e qualquer dor pode ser transformada
.Eu prometo a mim, e somente a sim
que, só, me encontrarei nas tantas andanças e perdições,
embora eu tenha consciência de que nunca precisarei ter medo de me perder
Por saber que haverá sempre uma força maior
Que me levará ao que sou
E ao que sol
.

{o amor, a bondade e a verdade me guiarão
eu vou


eu vôo}

segunda-feira, 11 de maio de 2015

talvez pelo buraquinho

Entrou como quem nada quer e gostou, porque nada é impossível de desgostar.
.
Espaços inabitados e uma infinidade de in's, pra falar a verdade. Como é luz encontrar uma frase assim. Porque palavra é forma de dar atenção as coisas, percebe?
Como chamegar uma nuvem ou beijar estrelas e gotas de chuva.




...

sábado, 9 de maio de 2015

circuladô de fulô, isso não é sobre mim

a terceira pessoa
um ele
um ela
a coisa
a flor
a nuvem
um raio de lua
o vento
em harmonia
com o caos
do mundo
e tudo
que perpassa
no intervalo
entre piscar
e levantar

voo
.

sei dos caminhos cruzados no meio do destino e acho linda a forma como se encaixa o torto no meio de uma linha. a sintonia com o de dentro merece sempre ser aplaudida. se vestir de verdade é ver o mundo com mais vontade, pena que o riso facilmente se confunde com o raso.
ei
não adianta alargar a pupila e se esquecer dos cílios. o que interessa, ninguém pode ver.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

nudez

tira tuas máscaras.

a estrela mais brilhante que podemos ver daqui não é uma estrela, é vênus.
é engraçado como isso diz muito do mundo e de...

dispo-me toda e respiro sem pesar
...
sim
...
perdemo-nos
perdemo-nus
numa simbiose
quase que perfeita

mas ei...
não há do que
se envergonhar
brilha a lua
branca e nua
no céu que sabe e entende
da imensidão tua
à velocidade das ruas
...
bem, eu não
...
e

não precisa ter medo do que pode te atingir de perto
nem tudo se limita no errado ou certo

en.fim

segunda-feira, 4 de maio de 2015

a esmo?

Estou perdida.
Olho para os lados e vejo tanta gente que me espanto. E num susto recolho-me pra onde não sei se estou. Tento me achar, e mais me perco no emaranhado da minha falta de cabelos, no grito alto de meu silêncio, na companhia eterna de minha sombra.
Não, não é lombra.
Me esforço para existir.
Os olhos pesam. Há nós na garganta e em outras partes do corpo. Pensar consciente tem sido um ato corajoso que por vezes me nego a fazer por não querer ver.
Olhar para si e para o mundo com verdade e sem medo é ter beleza bruta em forma de dor e amor.
Tuas bestas mentiras não servem de carapuça. É que os olhos não sabem mentir.

Sim,
Eu sei...

O céu
É mais azul
aí.

sábado, 25 de abril de 2015

respirei eu fundo

Parei pra me pensar
E pensei
!Meu deus, eu sou tão eu!
- Percebi num susto

Acho louco isso
De auto-conhecimento
É...
Loucura mesmo,

Sigo aprendendo
E

s
e
n
d
o

sexta-feira, 24 de abril de 2015

a verdade sobre meus cabelos (rs)

Gosto de contrariar a mim mesmo e rio sempre.
Sou taurina-pé no chão-com capricórnio na lua. Não gosto de mudança e geralmente permaneço inerte na minha linha de conforto.

Corto meu cabelo sem me pedir permissão, nem pensar (pra evitar negações). Chego de cabelo cortado e fico louca. Triste de saudade, eu me indago: por que?

Não sei não sei não sei
Não me vem com pergunta difícil
Essa hora da manhã

E as pessoas na rua perguntam:
Por que? por que?
Foi pela inovação?

Não sei não sei não sei
Não me vem com comício
Essa hora da manhã
.
Nem do novo eu gosto,
Vê se para de encosto.



Ufa, estou só
E sem comigo mesma.
E então
.
.
.
Por que?
Sei lá, tive vontade,
E fiz
Sem muitas intenções,
Na verdade
E se perdi as forças, se bateu saudade, se me confundi com a vaidade, se a mudança externa veio primeiro que a interna
Agora tanto faz
Como tanto fez
(E fiz!)

.......
Ôoo, vitóoooria
- oooi!
Foi meu ascendente em aquário
Com seu quê de revolucionário
Que fez isso!!!

(Ihhh, há cabuetas entre nós
....)

*cortei, me contrariei, mas não me arrependi e tenho achado até que gostei rs

terça-feira, 21 de abril de 2015

trecho de umas bordas



Mas observando
o degradê
dos novos sabores,
concordo com a incoerência
de tais paladares
em busca de contexto.

Nada muito complexo,
olha e vê.
Enxergar é mais profundo.
[...] dobremos então ao horizonte,
onde o caminho se faz
não do que se esconde,
mas do que é ponte
e
po
en
te

(e está lá só quando, mas sempre, e sabe de si por se fazer [de] presente)

domingo, 19 de abril de 2015

e acho lindas as flores que nascem par'além de mim

Cada tiro que me dás
É como vida que me inseres
Vem, mata-me mais
Diz no meu ouvido
Que acredita em tudo que duvido
E que eu
Só sirvo como enfeite
De seres

Atira-me toda
Num tiro que me tire
Dessa capacidade de existir
Em tiras
Como se ir
Fosse um processo gradual
E lento

Rasga-me as pálpebras,
Abre-me os olhos,
E grita até que eu veja
Que o vento
É mais carinhoso
Quando a gente assume:
Seja

O que une
O que engoda
O que embaraça
O que aninha
O que na construção
Ou desconstrução
.,.

voa

quinta-feira, 16 de abril de 2015

orelhas abertas?

Linha
Reta
Torta
Desenrola no meio
Enroda na ponta
Pontos

Embaçado
E subconsciente
Me fazendo
Escrever
Errado
Ei
O que não
É
Necessário
E se faz
Presente
É ruim
Ou esperado?
.talvez
Os
Dois.
Dois
Como quem
Aprende
Só depois
O que
Já se era
Ponto

Seta segue
Enxergando
E pergunta
Qual a cor?
E entra
Na parte
Boa
Do ver

Já não ilinha
Tanto assim
O que é
Cortado
E
Penso
Estou ilhada?
Meu pensamento-pergunta
Não tem
Resposta
Porque os seres
Humanos
Naot costumam
Responder
Aos pensamentos
Que não são
Sonoramente
Questionados
Nem entendo
E
Perco informações
Importantes
(Mas também
Desnecessárias)
.queria.
Gosto da objetividade
Que não teme
E pisa
Com cuidado
Mas
Sou toda
Subjetivo
E lido
Com o paralelo
E vejo
O bom de
Ponto continuado
Nossa
Há tanto
Que falo
Há tanto
Que digo
Não precisa
Ou.vir
Se for
Por mera
Curiosidade
En.fim

terça-feira, 14 de abril de 2015

sem nome nem contexto

o que mora em mim é sempre incerto com exceção da calma que é minha fiel companheira de estrada e destino
não usarei pontuação perdão a quem me lê pela desordem e desalinho
é que tenho percebido um certo des
é que tenho esquecido das sensações de um certo estado que muito por mim é esperado  mas que no minuto seguinte em que se passa já não lembro e tento tento tento e nada me vem a cabeça porque minha memória é curta e a vida tem dessas de fazer esquecer pra se querer relembrar e
isso aí coisas do tipo
eu tô tranquila porque há sempre algo que me diz pra acreditar e acredito

já vou porque tenho muito a ouvir dos que me cercam esses me gritam agora então vou embora
tchau

o que mora em mim é feito da mesma matéria prima que a rima
sou o que não é pra ser e por não ser já é

sexta-feira, 10 de abril de 2015

mais mais mais

Por que tenho que ir "até", se me interessa ir além?

Prisões invisíveis me cercam e limitam. Não temo o fim nem o sim, mas deixo de remar sempre que escuto 'enfim'.
????
Não há sentido.
Mas
sigo
indo,
horizontalmente, já que gosto do que não acaba quando termina. E mudo sempre as rotas pra não me confundir com a rotina.
(Espaço de tempo para respirações encorajadoras e profundas)
...
Piso firme
Pisco leve
Na vida não há o que não foi
Há o que há
E só
.
E o que há
Me prepara pro que
L.inda será

.filme passa em minha cabeça-nuvem, assisto e sorrio.
É bom ser poesia.

Adeus.
Além


quarta-feira, 8 de abril de 2015

para o futuro que pressinto

Quando chamo
Vem de quem não.

Escuto o eco. Ouvido para fora, de onde todas as bocas falam. E rio. E r.indo encontro o que não é bom para o círculo, mas para mim, sim. O que grito, ela me dá. O que silencio, ela me presenteia com o ser enquanto. Nem depois, nem antes. Respostas que o mundo dá, e vem primeiro que as perguntas, mas que as vezes entala a garganta e os calos, vários, precisam assobiar ardor até que se saiba o que quer.
Hoje me choveu minúsculos beijinhos do céu, e chorei, outros tantos beijinhos como um ato recíproco para com o mundo. É importante se colocar no lugar do mundo, vez em quando. Entender do que pesa e do que voa. As órbitas estão presas além da vista, além da vida e das visitas, então ainda me questiono por onde anda a autonomia... Acabei de me responder enquanto escrevia... rs... Ta aqui.
O bom o bem o mau o mal o sal a sau.
Dade
Suas novidades e o que me cerca e me traz o gosto de.
No papel meus pensamentos são incompletos, na cabeça não.
 é que no papel ele pode ser o que quiser. Eu não posso querer ser por todos, sou por mim, dentro, e só. deixo ser.
Vento passa por entre cabelos bem cortados e me diz do que não quero ouvir, mas ouço. Cabelos meus, embaraçados e ilinhados em linhas subjetivas e significativas, contam do que sabem e confirmam que confiam no fio. Não me oponho.

Bom, cheguei e vou descer.
Até

*viagem do 13 de maio

segunda-feira, 6 de abril de 2015

calor

Estava aberto, e não entrei.

Quão difícil é o não-entrar
Onde muito já foi querido
E
Por.tanto
Con.vida.tivo?

Nem bom, nem mau
Mas
''Mas"

Retorno, não materialmente,
E des.vio
Mas vejo
O rio
E sem o outro lado
Parado


Mas cheia de cor
Lembro sempre
Que, sem por favor
Ela responde e assente


.Sóis

segunda-feira, 23 de março de 2015

os olhos não, mas o olhar


o que não se define
nas estruturas sólidas
de uma solidão

vem aqui
olha nos meus olhos
e diz de tudo que não sei
de tudo que nunca vi
e do que nunca verei
ei
rasga minha pele
onde eu engasgo
tudo que sou
ou fica aí
olhando de longe
por onde
tudo é mais bonito
do que finito
sim
eu sei
na cara e na coragem
o quão difícil
é chegar proximadamente

mas há o que não começa
o que não termina
e
só se
re
começa

não entendo
e nem quero
quero o sumo
de meu coração
e espremo
até a última gota
de razão
....
(respiro)
ah, como cansa
 e amanso:

ainda temos o ar
que tanto teima
em
o
f
e
g
a
r

terça-feira, 17 de março de 2015

vento diz

nós, o tempo todo,
quase sempre por um triz
e tudo que se esconde
bem debaixo do meu nariz:
a.romA
~~~~~~~~~~~

vento leva e traz
deixa ir
e
vir

ei,
..... ri!



{.roma
não escolhe
.roma}

sexta-feira, 13 de março de 2015

não saber

Observava os passos pesados dos que tanto tem a dizer, a fazer, a pensar, a comer, a correr. Regras, deveres, obrigações. E ões e ões e ões. Cansa o óbvio e linear espaço das idéias prontas e intransigentes.
...
psiu.

(ainda a aprender...)

leveza leveza vento piscar
.olhar
...
vê então

"Eles prendem as paixões,
eu...



as
liberto!"
- falava o céu, .sobre. a terra.

terça-feira, 10 de março de 2015

inter.preta

primeiro eu me des.ato
[negação do ato?
não]
contrapartida 
dos finais
.mas não ainda

porém
linda
ela
toda
torta
a vida
conta do alto
dos saltos
das quedas
e para.quedas 

solidão

contradição 

.se a gente acredita
já não importa o que se dita.


terça-feira, 3 de março de 2015

me dá um-dois


viajo contente pelos encontros e des.encontros,
nas vindas e part.idas,
ao que aqui é,
e ao que já deixou de ser,
ou, talvez, nem tenha s.ido ou existido,
porém que passa a exist.ir nesse ex.ato momento em que escrevo
.
tanto faz
o es-trago
fundo e lenta mente

[confundo o hábito com o desejo, e por já não mais pensar, vivo.]
paro para sentir o vento
o vento não para pra que eu possa senti-lo

entre intenções e parêntesis,
fumaça passa.
eu fico.

segunda-feira, 2 de março de 2015

sol ao contrá.rio

.chove.
reflito sobre a poça d'água que reflete a lua enquanto ando descalça pelo meio da rua. por entre fossas e poças percorro caminhos já antes percorridos e, há muito, conhecidos, porém agora com um novo olh ar. assovio por entre pingos d'água e sorrio. o cheiro da chuva lava as dores do mundo, concluo.
seja lá o que for.
e se é que...

(me espanto com o pulo de um gato que atravessa a rua)
.penso.
será que eu corro
e atravesso a lua?

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

transver

de lápis, mas firme do que redijo.

 meu corpo, casa do que faço de morada
- onde crio o que me cria -,
eu medito
dos cílios ao infinito



...e, mas cara...
nem sei ó
rs


continuo o fio,
confio.

{dos -agem, a coragem}

~~~~~~~~ trans.lúcido





*viagem, a lápis, de volta pra casa no habitual 13 de maio

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

ja nela entre aberta

transpasso o passatempo do vento,
embaço minhas retinas fadigadas pelo tempo 
que vejo pelo relógio e se mostra lento lento lento mas não para, lembra:
"passos de tartaruga, mas ainda assim, passos"?
relembro sim

me perdi

controlo os olhos e foco, a contramão não é um caminho tão ruim assim. quem é que inventa as mãos duplas? pois eu as procuro e as quero. 
troco o sentido de uma frase e me sinto plena. embaralho pensamentos e visto todas as carapuças que me cabem. não me importo com o que nem sempre me aporta. sempre preferi janelas à portas. liberto-me dos achares externos, não me interessam, quero a cor.
não sei mais escrever, sendo assim, já não finalizo
e continuo
sempre

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

varal

e se eu quiser suportar da dor de abrir minhas próprias feridas?

não quero me estender tanto
faz calor aqui
e já não há pranto 
pra secar
não escuta o que digo
quando deixo de falar
não escuta o que digo
quando acabo por falar
não me escuta
não me escuta
não me cala
não me fala
não me veja
não me seja
mas me leia 
por favor
é que eu não existo
e boa parte do que escrevo
é mentira
mas por favor
não duvide

quando conto com toda certeza de tudo que nunca vi nem ouvi. sim, eu não sei sobre o que escrevo. sou vivendo. me aceito sendo. ...é que sob meus pés, o chão pisa firme, e agradeço. raiz. mas eu vou. vôo.
olho pras partidas
e sorrio.
das belezas,
abro minhas feridas
e planto minhas cores.

me respira.

sábado, 31 de janeiro de 2015

parte do mesmo



Porque não há estranhamento
Nem explicação
Um sentimento de pertencente
Sem qualquer possessão
Não sei
Palavras não cabem
E nem quero que caibam

Quero inspirar(-me) fundo
E conseguir ouvir do mundo
Sobre aquilo tudo que existe
Das pedras que resistem
No chão
Às borboletas que voam
Lindas e leves
No céu azul anil
...

Paro por aqui
Pra não me resumir
!




"O que escrevo continua."
"Minha alma é prolixa, mas faço o uso de poucas palavras."

o coração sabe o caminho

Em tempos de ódio e desamor, eu procuro aquela borboleta entre os carros ou algum ser se equilibrando nos meios fios ou um sorriso leve em pleno meio dia ou o silenciar em meio a gritaria.
O mundo faz questão de anunciar seus objetivos. E me perco. É que eu sou tudo que é imaterial, subjetivo.
Os valores mundanos e e socialmente aceitos (pelo menos no meu ciclo atual de estrelas) não falam por mim. E quanto mais escuto a minha volta, mais penso nas pessoas que abrem a boca por mera funcionalidade...
Ihhh

Eu só desejo
Luz
Porque se o mundo tem fome de vazio e cresce oco a cada vez que come mais
Eu desejo
Luz
Pra que consigamos sempre re.lembrar:
Nós não, flores, nós não!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

fundo

Meu corpo grita e cala
Minha mente cala e grita
Entre o que é cadente
E o que é quente
Eu paro
Estrela passa
Faz o pedido
Fiz
Então agora me diz
Diz
Do que cai
E fica
no pensamento
Do que vai
E voa
de volta como lamento
Diz!
Fala!
Não
Não cala
Please...

É
Amanheceu
E
Eu sei
És a prova irrefutável de que estou viva
Mas isso não se prova
Não se jura
Não se cura
E nem há remédio
Porque ser
Já é
A jura
A cura
A prova
E o remédio

Dorme mente
Meus olhos já estão dormentes
De tanto despertar
Dorme
Dorme
Procura em teu sono
Qual é o sonho
que te faz acordar
E lembra dos acordos
Respira e cai
Respira e vai

domingo, 25 de janeiro de 2015

metade de mim é tudo

hoje eu acordei como quem sabe.
como quem sabe e só. uma lucidez que de tanta, até dói.
não me questiono.
o que sei vem do ser, não do conhecer.
sigo.
e vou com cuidado para não racionalizar o que não é racional.
prossigo.
eu estou enfeitiçada? - pergunto aos meus pés - e piso com cuidado. é só aqui que piso com cuidado, não porque são terras desconhecidas, mas porque as conheço bem e sei o quão delicadas.
(sim, estou)
.

queria, hoje, ter acordado bem-te-vi. voar até certa janela e cantar sobre tudo que vi. mas hoje, eu acordei gente. gente, gente mesmo, dessas que tem um pé maior que o outro e que amam o sol, contanto que estejam na sombra.
.eu amo o sol, e hoje o tempo ta fechado.
será que vai chover?
...
não sei, e acho que desaprendi a escrever...
.adeus

o universo diz:
- calma!
eu escuto o eco:
alma
alma
alma

sábado, 17 de janeiro de 2015

lado de lá

A obviedade me é cega e não possui cor nem sabor.
E por gostar de fugir do padrão das cores, me desconstruo pra tornar aquilo que essencialmente sou.

{Acolho em mim toda forma de dor e amor}

É azul observar os corpos nus dos medos meus e já não os temo.
Sintomaticamente falando, a disritmia existe e sabe, e se torna bela por morar na casa que tudo cria:
a poesia.
.
.
.

!coragem! coragem!
Dobro a esquina e já não estou mais no mesmo lugar.
Proponho então um brinde ao que não devasta na novidade aquilo que somos
!

Luz luz luz

A(s)cender-me-
ei.

(se é vitória que você quer, então brinda!)

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

cita

"Atrás do pensamento atinjo um estado. Recuso-me a dividi-lo em palavras - e o que não posso e não quero dividir fica sendo o mais secreto dos meus segredos. Sei que tenho medo de momentos nos quais não uso o pensamento e é um momentâneo estado difícil de ser alcançado, e que, todo secreto, não usa mais as palavras com que se produzem pensamentos...
Perco a identidade do mundo em mim e existo sem garantias. Realizo o realizável mas o irrealizável eu vivo e o significado de mim e do mundo não é evidente. É fantástico, e lido comigo nesses momentos de imensa
d
e
l
i
c
a
d
e
z
a
..."

Uhh

sou-me
sol-te


terça-feira, 13 de janeiro de 2015

relicário do que não se guarda

{é que quando se esquece uma letra de certa palavra, e tal palavra ganha um novo significado, há de se estar consciente que o peso da resignificação pode definir o caminho e o destino}


pelos erros acertados
não me resta o surto
nem a inverdade

desapego-me
da vontade e vaidade

qual sentido?
em frente.

horizontalmente falando,
o que não acaba
quando termina o campo de visão.

e sei
que os humanos sentem mais saudade do que compaixão.

sábado, 10 de janeiro de 2015

Me fizeram acreditar que quando se bebe  é um bom motivo para postar num blog.

(Lembrarei do que não esquece)

O mundo gira e grita pra mim que sim. Sim pro que me a(s)cende e só.

No traço. E em outros -aços.

Procuro a lua e ela não está. Apesar de existir e brilh ar.
Levei um fora da lua, mas ainda me restam as estrelas
!

.É preciso confiar no que pré-sinto.
o pulsar sabe.

Me perco no vento. Me acho no tempo.
Respiro. E digo que sim:
sou

.



.




.

é bom o vento que passa. o sono que vai. o sonho que vem. o estar vivo é além.

céu.seu

e o que mais eu quero,

se aquele piscar sereno e lindo
é meu?

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

aqui

apago escrevo apago escrevo apago 

não precisa fazer sentido. não se trata de entendimento.

roxo
cor
cílio
embaraço
parto
luz
sombra
seda
espelho

aqui aqui aqui aqui aqui aqui

.eu fico.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

descontexto

quando anoitece
há sempre uma estrela
que me tece
as maiores viagens.

olho,
encaro,
e não enxergo,
.vejo

na rua, na janela, na lua, nela ou na tua

despida,
e leve de todo e qualquer peso.
nua.

.observo o eixo das órbitas habituais
e não excluo a presença
das infinitas verdades
que abarcam nossa existência
.
luz

e então sei
eu moro onde não tem cabimento
"sim, já é outra viagem...."

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015