quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

varal

e se eu quiser suportar da dor de abrir minhas próprias feridas?

não quero me estender tanto
faz calor aqui
e já não há pranto 
pra secar
não escuta o que digo
quando deixo de falar
não escuta o que digo
quando acabo por falar
não me escuta
não me escuta
não me cala
não me fala
não me veja
não me seja
mas me leia 
por favor
é que eu não existo
e boa parte do que escrevo
é mentira
mas por favor
não duvide

quando conto com toda certeza de tudo que nunca vi nem ouvi. sim, eu não sei sobre o que escrevo. sou vivendo. me aceito sendo. ...é que sob meus pés, o chão pisa firme, e agradeço. raiz. mas eu vou. vôo.
olho pras partidas
e sorrio.
das belezas,
abro minhas feridas
e planto minhas cores.

me respira.

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