quarta-feira, 27 de maio de 2015

borboletas se equilibram no espaço

(e não há ninguém pra contar sobre as borboletas que vejo quando olho pra luz)

a imperfeitude dos galhos cortados é que fora de si eles já não sabem mais do mundo e existem ali por mera utilidade de espaço
eu descobri
porque vi enquanto olhava fundo no que nascia de dentro pra fora 
e doía, doía muito
como dor de parto
[partir é um ato coração
por isso eu me re-parto
e renasço]

tô no cordão de saída, sai, saideira.
.eu fico.

e relembro a lindeza do que vi enquanto mostrava meus espinhos
mas jamais alguém irá saber
eu não saberia nem dizer....







ps: a lua hoje tá tão triste, deixo aqui pensamentos bons pra ela


Nenhum comentário:

Postar um comentário