segunda-feira, 4 de maio de 2015

a esmo?

Estou perdida.
Olho para os lados e vejo tanta gente que me espanto. E num susto recolho-me pra onde não sei se estou. Tento me achar, e mais me perco no emaranhado da minha falta de cabelos, no grito alto de meu silêncio, na companhia eterna de minha sombra.
Não, não é lombra.
Me esforço para existir.
Os olhos pesam. Há nós na garganta e em outras partes do corpo. Pensar consciente tem sido um ato corajoso que por vezes me nego a fazer por não querer ver.
Olhar para si e para o mundo com verdade e sem medo é ter beleza bruta em forma de dor e amor.
Tuas bestas mentiras não servem de carapuça. É que os olhos não sabem mentir.

Sim,
Eu sei...

O céu
É mais azul
aí.

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