te escrevo porque te conheço de um tempo em que ainda não existia nem eu nem tu.
te escrevo porque as palavras se inspiram por ti como quem fecha os olhos pra só assim enxergar.
te escrevo porque escrevo também pra outros olhos, visito novos olhares, mas retorno sempre a pensar em ti, não como sendo dono de algo, pois tu és dono só de nada, mas como me sendo asa e sendo casa.
te escrevo como quem tem como destino a grande liberdade de inventar as próprias cores.
te escrevo porque muito já ouvi a respeito de., mas por respeito a mim e a ti, permaneço aqui, como quem sabe do mundo e de si.
te escrevo, pois, em plenitude, como se a verdade fosse de uma simplicidade que se despe toda em flores.
te escrevo não para que me leias, mas para que exista, aqui, em todas as dimensões e imensidões.
em fim,
em sim,
em mim,
eu te escrevo.
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