o mundo anda pegando fogo
eu, aqui, recolhida no meu canto
meus pulmões, agora com 18,
se sentem no direito
de dizer o que posso
e o que não posso fazer
eu, desobediente que sou,
sobre a janela almejo:
continuarei a andar descalça no sol
e sentar bem na quintura do chão
.
.
.
quarta-feira, 18 de maio de 2016
acaso
nascer no tempo errado me fez acreditar que vivo sempre sob a sina de estar errada no tempo.
e estive pensando,
no meio desse monte de desencontro, nós passamos tempo demais derramando pranto
pelo medo de se perder.
mas se a perdição é um trecho inerente a todos os caminhos,
.não há porquê Temer.
!!!
pelo meu ponto de vista, não saber as horas e ir embora não deveria parecer tão ruim assim, sim?
e digo agora,
eu já não tenho medo de te perder, flor.
me faz feliz só pensar que nalgum momento nos encontramos
ainda estamos
e é bom
.
.
.
tudo que vai, também fica
e, no mais,
um passarinho nunca esquece o caminho de seus ninhos
dito isso
me.dito:
e estive pensando,
no meio desse monte de desencontro, nós passamos tempo demais derramando pranto
pelo medo de se perder.
mas se a perdição é um trecho inerente a todos os caminhos,
.não há porquê Temer.
!!!
pelo meu ponto de vista, não saber as horas e ir embora não deveria parecer tão ruim assim, sim?
e digo agora,
eu já não tenho medo de te perder, flor.
me faz feliz só pensar que nalgum momento nos encontramos
ainda estamos
e é bom
.
.
.
tudo que vai, também fica
e, no mais,
um passarinho nunca esquece o caminho de seus ninhos
dito isso
me.dito:
só livre o amor
res
pi
ra
res
pi
ra
quarta-feira, 4 de maio de 2016
segunda-feira, 18 de abril de 2016
taxi lunar
Eu sei que é difícil ir,
Porque o caminho é sem volta. E sei bem quão contraditórias são as vias de uma mão só.
Daria coragem, se pudesse, mas não posso. O que posso e faço é olhar a lua refletida na poça e desej ar: ar-te.
Como quem conta sílabas, eu ando. Parece que a cabeça se perde sempre nas entrelinhas da v.ida.
Eu vou, sabe? Pior seria não voar aonde se quer.
Aceito o peito dado se as.sim for. Se não, sorrio ainda, plena que sou de mim.
É bom.
Não temo.
O olhar capta mais luz de pupila dilatada. Dilato-me.
Grande posso sentir.
E as retinas cansadas
Piscam
Querendo dorm
Ir.
Voo
Vamo?
Porque o caminho é sem volta. E sei bem quão contraditórias são as vias de uma mão só.
Daria coragem, se pudesse, mas não posso. O que posso e faço é olhar a lua refletida na poça e desej ar: ar-te.
Como quem conta sílabas, eu ando. Parece que a cabeça se perde sempre nas entrelinhas da v.ida.
Eu vou, sabe? Pior seria não voar aonde se quer.
Aceito o peito dado se as.sim for. Se não, sorrio ainda, plena que sou de mim.
É bom.
Não temo.
O olhar capta mais luz de pupila dilatada. Dilato-me.
Grande posso sentir.
E as retinas cansadas
Piscam
Querendo dorm
Ir.
Voo
Vamo?
terça-feira, 12 de abril de 2016
o perdido
amá-lo sempre foi uma de minhas especialidades
.
de cuidado com o mundo, pisco delicada
a sensação do atrito sútil dos dias, em minha pele, me deixa eriçada
se pudesse prever hoje
no que ia dar
talvez soubesse menos
do que agora sei
sigo observando a bonita tessitura da palavra
finitude
e sê-la me convida a olhar a vida
de modo que teus cabelos ao vento me parecem um paradoxo dançando no tempo
luz
luz
luz
vem, traduz
.
de cuidado com o mundo, pisco delicada
a sensação do atrito sútil dos dias, em minha pele, me deixa eriçada
se pudesse prever hoje
no que ia dar
talvez soubesse menos
do que agora sei
sigo observando a bonita tessitura da palavra
finitude
e sê-la me convida a olhar a vida
de modo que teus cabelos ao vento me parecem um paradoxo dançando no tempo
luz
luz
luz
vem, traduz
quarta-feira, 30 de março de 2016
só isso
era no toque fundamentalmente,
em tudo que ele trazia e dizia. na complexidade que se traduzia simples, num olhar, num tocar. poesia.
o corpo florescendo. o desejo cada dia mais novo e também antigo, de ver suas flores, cheirar suas cores. lembrei foi das coisas grandes que acontecem enquanto vivemos e damos atenção as coisas pequenas, aos detalhes... é isso, eu acho, o significado só vem depois de mastigado o calor.
a transitoriedade quase batendo na porta, já aquela dor na aorta, mas ainda a beleza de se saber luz e respirar por aí sendo, sentindo e sendo sentida em qualquer lugar ou circunstância.
pode ir, pode vir, eu estarei sempre aqui
em mim, embora talvez mude de ambientação externa.
o de fora conversa com o de dentro, deixa o coração pra mim.
olha esse tambor batendo bem aqui, é o que quero dizer
sabe
mas é segredo
que só se conta
quando já se está no meio da estrada
em tudo que ele trazia e dizia. na complexidade que se traduzia simples, num olhar, num tocar. poesia.
o corpo florescendo. o desejo cada dia mais novo e também antigo, de ver suas flores, cheirar suas cores. lembrei foi das coisas grandes que acontecem enquanto vivemos e damos atenção as coisas pequenas, aos detalhes... é isso, eu acho, o significado só vem depois de mastigado o calor.
a transitoriedade quase batendo na porta, já aquela dor na aorta, mas ainda a beleza de se saber luz e respirar por aí sendo, sentindo e sendo sentida em qualquer lugar ou circunstância.
pode ir, pode vir, eu estarei sempre aqui
em mim, embora talvez mude de ambientação externa.
o de fora conversa com o de dentro, deixa o coração pra mim.
olha esse tambor batendo bem aqui, é o que quero dizer
sabe
mas é segredo
que só se conta
quando já se está no meio da estrada
domingo, 6 de março de 2016
chave
eu sou pouquinha, quase nada
existo num espaço pequenininho e o louco é que, às vezes, nem existo
a sensação é de que é tudo coração
dos pés ao chão
queria saber se dá flor, um pé de limão
que sendo o amargo da língua, sorrio ainda, toda
de ser fruto e também fruta
talvez eu esteja bêbada, mas talvez eu nem esteja
alguém saberia
eu sei
mas eu mesmo não sei
os olhos nem são meus
e enchem de areia
penso que tal hora
devo ta virando uma bela de uma ser-ei a.h
.compasso
passo
junto
e de pé dado
passamos
o passado é sozinho
o futuro
passarinho
existo num espaço pequenininho e o louco é que, às vezes, nem existo
a sensação é de que é tudo coração
dos pés ao chão
queria saber se dá flor, um pé de limão
que sendo o amargo da língua, sorrio ainda, toda
de ser fruto e também fruta
talvez eu esteja bêbada, mas talvez eu nem esteja
alguém saberia
eu sei
mas eu mesmo não sei
os olhos nem são meus
e enchem de areia
penso que tal hora
devo ta virando uma bela de uma ser-ei a.h
.compasso
passo
junto
e de pé dado
passamos
o passado é sozinho
o futuro
passarinho
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