ela subiu na minha barriga delicadamente, me olhou nos olhos com a profundidade de quem quer entrar. deitou em cima dos meus peitos, desconfio que ela gosta de me ouvir pulsar. e naquele instante em que dividíamos o momento, conversavámos também telepaticamente. a conexão de se saber quando piscar e porquê.
eu tenho duas gatas
que me olham nos olhos
e
que me conhecem como ninguém mais ousou. sabem tudo que penso, quando penso, em quem, onde etc. sabem paralém de tudo meus segredos e me aceitam assim
como sou
segunda-feira, 7 de novembro de 2016
domingo, 6 de novembro de 2016
utopia
eu vou escrever
e só deus (com d minúsculo) sabe o quanto eu não queria precisar escrever
eu já tentei de tudo
mandiga oração
vai ver o negócio é forte mesmo
eu sei que é loucura essa coisa toda, mas nós também não somos?
o mal não é fome, comi agora há pouco.
não dói, mas é tipo uma coceira, um zunido no pé douvido.
gemido.
três da madrugada. eu estava aqui e observei o cheiro das cores e a forma como se encaixava o suvaco e as gatinhas no meu ponto de vista.
eu sou ainda encabulada pra falar de certas coisas num blog da internet, e aí preciso de códigos que me traduzam sem que eu me deixe ser lida.
parece delírio, tudo. se alguém contasse eu não acreditaria.
se eu acredito no amor?
ora
...
não sei
se for lembrar com nitidez e singularidades o cheiro das cores que nos perpassam e pintam, sim
eu pulso com força e talvez isso nos assuste, a princípio
todas as rotas de fuga que planejo terminam por me levar ao mesmo lugar, embora outra (eu), pois adaptada às novas paisagens, mas há algo de mesmo sabe no destino na parada do ônibus
são muitas eternidades e não sei mais como não pensar ou como tentar não pensar
é grande
e ocupa muito espaço
nas nossas ilusões pessoais, as utopias são plenas e é isso que nós somos
e só deus (com d minúsculo) sabe o quanto eu não queria precisar escrever
eu já tentei de tudo
mandiga oração
vai ver o negócio é forte mesmo
eu sei que é loucura essa coisa toda, mas nós também não somos?
o mal não é fome, comi agora há pouco.
não dói, mas é tipo uma coceira, um zunido no pé douvido.
gemido.
três da madrugada. eu estava aqui e observei o cheiro das cores e a forma como se encaixava o suvaco e as gatinhas no meu ponto de vista.
eu sou ainda encabulada pra falar de certas coisas num blog da internet, e aí preciso de códigos que me traduzam sem que eu me deixe ser lida.
parece delírio, tudo. se alguém contasse eu não acreditaria.
se eu acredito no amor?
ora
...
não sei
se for lembrar com nitidez e singularidades o cheiro das cores que nos perpassam e pintam, sim
eu pulso com força e talvez isso nos assuste, a princípio
todas as rotas de fuga que planejo terminam por me levar ao mesmo lugar, embora outra (eu), pois adaptada às novas paisagens, mas há algo de mesmo sabe no destino na parada do ônibus
são muitas eternidades e não sei mais como não pensar ou como tentar não pensar
é grande
e ocupa muito espaço
nas nossas ilusões pessoais, as utopias são plenas e é isso que nós somos
sexta-feira, 28 de outubro de 2016
ao passo que
rotas de fuga
fossas
fodas
a
a
a
aponto
es-
trela
a distância que separa meu dedo mindinho do outro lado da rua
não é tão dorida assim, concluo
o nó na garganta não desce
não importa o tanto de água que se beba ou chore
por ora
conhecer novas paisagens
me parece um bom caminho
.indo
sexta-feira, 7 de outubro de 2016
tocar onde ninguém chega, ir lá
olhar fundo
e deixar que venham e ir junto ir separado ir
como quem sonha, como quem deseja, como quem fecha os olhos e suSpira
o que nos guia o que nos une o que nos faz estar aqui e agora
encontrar-nus
grandiosidade de ser
do peso de um mundo que não é só nosso, então.
sigamos
porque fomos nós
que trabalhamos como trabalham as formigas
cantamos como cantam as andorinhas
esperamos como esperam os caracóis
sigamos
porque
esse choro é de água que não mata sede e nossas gargantas já estão secas
sigamos, pois,
as curvas do que está por vir serão mais gostosas de sabor depois do que trocamos um a um
sigamos
que a vida é uma viagem
e estamos só de passagem
já dizia leminski e suas asas de pedra
olhar fundo
e deixar que venham e ir junto ir separado ir
como quem sonha, como quem deseja, como quem fecha os olhos e suSpira
o que nos guia o que nos une o que nos faz estar aqui e agora
encontrar-nus
grandiosidade de ser
do peso de um mundo que não é só nosso, então.
sigamos
porque fomos nós
que trabalhamos como trabalham as formigas
cantamos como cantam as andorinhas
esperamos como esperam os caracóis
sigamos
porque
esse choro é de água que não mata sede e nossas gargantas já estão secas
sigamos, pois,
as curvas do que está por vir serão mais gostosas de sabor depois do que trocamos um a um
sigamos
que a vida é uma viagem
e estamos só de passagem
já dizia leminski e suas asas de pedra
quinta-feira, 29 de setembro de 2016
foi duro................... ,...................... tem sido,
ainda.
se arranca primeiro as pétalas, pra depois os espinhos, num é?
correr feito doida e meia ajuda a aliviar a dor de ser bicho que arranca partes do próprio corpo.
a coceira permanece, o barulho de muriçoca no pé douvido, também.
agonia
impregnação
não sai da minha cabeça
(ele sabiamente diria peito).
o movimento é visceral mesmo, tá ligado? tripa pra fora e merda pra tudo quanto é lado.
e seguir procurando a beleza nas palavras e nos atos é aceitar ser bicho-ciclo, que nasce e morre, vem e vai embora.
é difícil, é dorido ser célula sentimental e revolucionária da cidade.
nos levou além
isso de ser
p arte irreal
das compreensões
e
já estamos volt.ando
.
ponto
ainda.
se arranca primeiro as pétalas, pra depois os espinhos, num é?
correr feito doida e meia ajuda a aliviar a dor de ser bicho que arranca partes do próprio corpo.
a coceira permanece, o barulho de muriçoca no pé douvido, também.
agonia
impregnação
não sai da minha cabeça
(ele sabiamente diria peito).
o movimento é visceral mesmo, tá ligado? tripa pra fora e merda pra tudo quanto é lado.
e seguir procurando a beleza nas palavras e nos atos é aceitar ser bicho-ciclo, que nasce e morre, vem e vai embora.
é difícil, é dorido ser célula sentimental e revolucionária da cidade.
nos levou além
isso de ser
p arte irreal
das compreensões
e
já estamos volt.ando
.
ponto
terça-feira, 13 de setembro de 2016
é que a sede não se mata numa golada só e não sei como posso dizer isso.
são muitas viagens.
risco as paredes e em verdade, tudo que posso. passo. fico. respiro.
o sabor dos encontros, a grandiosidade de ser bicho que se encontra. falto chorar.
mas sim, não sei como posso dizer. escorreu, sabe? pelas mãos, pelas pernas, pelo rosto. me lambuzei toda. lambi o cheiro pra que hoje tivesse guardado aqui.
estamos aí.
mora um mistério bobo nas tuas palavras, me falam, eu digo que é só assim que sei ser.
não sei mais o que dizer. ou não sei dizer.
sei que foi de sol da madrugada. piscar de borboleta. assovio de chamar cobra. flor na idade. e milhões de viagens mais.
são muitas viagens.
risco as paredes e em verdade, tudo que posso. passo. fico. respiro.
o sabor dos encontros, a grandiosidade de ser bicho que se encontra. falto chorar.
mas sim, não sei como posso dizer. escorreu, sabe? pelas mãos, pelas pernas, pelo rosto. me lambuzei toda. lambi o cheiro pra que hoje tivesse guardado aqui.
estamos aí.
mora um mistério bobo nas tuas palavras, me falam, eu digo que é só assim que sei ser.
não sei mais o que dizer. ou não sei dizer.
sei que foi de sol da madrugada. piscar de borboleta. assovio de chamar cobra. flor na idade. e milhões de viagens mais.
sexta-feira, 9 de setembro de 2016
coincidentemente, desde que parti, nunca mais te perdi.
estado da matéria
fluidez solidificada
travada
relembr.ando
o instinto dos seres voadores
muriçoca bem te vi cilios mosca
que nada me tire a liberdade de ser
bicho solto
gritam-me louca!
eu sorrio e assumo que sim, solta.
flashes perpassam minha cabeça que se perde entre cores e piscares noturnos.
amanhece.
e já é outro dia, outra cor, outro respir.ar. estamos intima e profundamente ligados à transitoriedade da cidade.
é que, meu bem, nós transitamos de forma intransitória no coração das pessoas.
passar como o passado e os passarinhos requer treino e habilidades extracurriculares.
que maestria é ser matéria dançante em plena correria. embriago-me. deliro. lírios, tu, se desmanchando todo em lírios. uhh,
delírios.
me fumou, me bebeu, me sonhou, me chamou, me mordeu.
qual o melhor caminho pra se chegar perto?
qual o melhor caminho pra se ir embora?
ainda a des.cobrir e it's a long long long way.
chapou.
fluidez solidificada
travada
relembr.ando
o instinto dos seres voadores
muriçoca bem te vi cilios mosca
que nada me tire a liberdade de ser
bicho solto
gritam-me louca!
eu sorrio e assumo que sim, solta.
flashes perpassam minha cabeça que se perde entre cores e piscares noturnos.
amanhece.
e já é outro dia, outra cor, outro respir.ar. estamos intima e profundamente ligados à transitoriedade da cidade.
é que, meu bem, nós transitamos de forma intransitória no coração das pessoas.
passar como o passado e os passarinhos requer treino e habilidades extracurriculares.
que maestria é ser matéria dançante em plena correria. embriago-me. deliro. lírios, tu, se desmanchando todo em lírios. uhh,
delírios.
me fumou, me bebeu, me sonhou, me chamou, me mordeu.
qual o melhor caminho pra se chegar perto?
qual o melhor caminho pra se ir embora?
ainda a des.cobrir e it's a long long long way.
chapou.
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