sábado, 3 de dezembro de 2016

o mundo é fundo

pra ti que tá distante,
mas nem tanto assim.

já vivi também distâncias e sei como pode ser dura a vida
a ida
mas te digo que vale à pena pensar e sentir
como tudo isso é inerente a vinda.
um tempo assim não é de todo ruim, embora muitas vezes pareça.
conheça a ti mesmo, abrace tua sombra.
te digo, com toda certeza, ainda nos encontraremos muito nessa caminhada
em matéria ou pensamento.
sigo em sintonia contigo sempre.
admiro tu e tua força.
te amo
de coração e alma


com saudade,

domingo, 27 de novembro de 2016

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

não me demoro

e tenho pensado
se seria esse um problema
alguém diria que o problema
sou eu
pensando demais
e sim,
concordo plenamente


domingo, 20 de novembro de 2016

já não sei mais
estive pensando que naquela época eu era nova demais
não podia, nem por evolução espiritual, saber
me ater
às burocracias da vida cotidiana
por muito me cobrei
te cobrei
e só agora aceito que não poderia ser de outra forma
embora eu desejasse que sim
e talvez deseje ainda
sobre o passado
por imaturidade ou egoísmo
o que é que a gente faz pra passar desejo?
como se apaga o fogo sem que mais tarde o resto da brasa volte a acender tudo de novo?
parece que me faço de doida
e acho que me faço mesmo
como mais sobreviveria esse tempo todo?
é loucura tudo isso
estou à flor da pele
e tenho pensado em ti
e em outras bobagens
com muito amor
e um pouquinho de raiva, admito

aquele dia, em que depois de muito tempo voltamos a respirar

a história e a memória
podem salvar o mundo,
num é?

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

rastejo

delicadeza de ser
o atrito sútil de quando a gente consegue
e a vida permite
pisar mais leve
olhar diferente
noutro ângulo
outro ponto de partida
fim ou início?
de quantos mais artifícios nos utilizaremos
para pormos pra fora tudo isso
que transcorre?
falta coragem ainda, diria
medo, sabe? daquilo que não podemos apalpar
o intangível
um dia, eu, carne osso alma
saberei ser mais leve
    se é que é questão de saber)



tent.ando




segunda-feira, 14 de novembro de 2016

omito desinências
nunca gostei dessa brincadeira, mas bebo agora da água
quantas siriricas batidas serão suficientes para?
pedalei quilômetros, hoje, no intuito de me exaurir, quem saberia se desse modo eu num conseguiria me perder noutros pensamentos que não essa contradição toda a sina o desatino
não deu
mas vou conseguir
ainda

lá fora a lua cheia
aqui dentro tudo meio
palavra demais
racionalidade demais
pra que serve tudo isso
se no fim do dia
eu não poderei
nem por hipótese alguma
cogitar
a existência de seres invisíveis que dão sentido às contramãos e aconselham sempre a caminhar pelo coração?