sexta-feira, 28 de outubro de 2016

ao passo que

rotas de fuga
fossas
fodas
a
a
a
aponto
es-
trela

a distância que separa meu dedo mindinho do outro lado da rua
não é tão dorida assim, concluo
o nó na garganta não desce
não importa o tanto de água que se beba ou chore
por ora
conhecer novas paisagens 
me parece um bom caminho

.indo

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

tocar onde ninguém chega, ir lá
olhar fundo
e deixar que venham e ir junto ir separado ir
como quem sonha, como quem deseja, como quem fecha os olhos e suSpira
o que nos guia o que nos une o que nos faz estar aqui e agora
encontrar-nus
grandiosidade de ser
do peso de um mundo que não é só nosso, então.

sigamos
porque fomos nós
que trabalhamos como trabalham as formigas
cantamos como cantam as andorinhas
esperamos como esperam os caracóis
sigamos
porque
esse choro é de água que não mata sede e nossas gargantas já estão secas
sigamos, pois,
as curvas do que está por vir serão mais gostosas de sabor depois do que trocamos um a um
sigamos

que a vida é uma viagem
e estamos só de passagem
já dizia leminski e suas asas de pedra

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

foi duro...................  ,...................... tem sido,
ainda.
se arranca primeiro as pétalas, pra depois os espinhos, num é?
correr feito doida e meia ajuda a aliviar a dor de ser bicho que arranca partes do próprio corpo.
a coceira permanece, o barulho de muriçoca no pé douvido, também.
agonia
impregnação
não sai da minha cabeça
(ele sabiamente diria peito).
o movimento é visceral mesmo, tá ligado? tripa pra fora e merda pra tudo quanto é lado.
e seguir procurando a beleza nas palavras e nos atos é aceitar ser bicho-ciclo, que nasce e morre, vem e vai embora.
é difícil, é dorido ser célula sentimental e revolucionária da cidade.
nos levou além
isso de ser
p arte irreal
das compreensões
e
já estamos volt.ando
.

ponto

terça-feira, 13 de setembro de 2016

é que a sede não se mata numa golada só e não sei como posso dizer isso.
são muitas viagens.
risco as paredes e em verdade, tudo que posso. passo. fico. respiro.
o sabor dos encontros, a grandiosidade de ser bicho que se encontra. falto chorar.
mas sim, não sei como posso dizer. escorreu, sabe? pelas mãos, pelas pernas, pelo rosto. me lambuzei toda. lambi o cheiro pra que hoje tivesse guardado aqui.
estamos aí.
mora um mistério bobo nas tuas palavras, me falam, eu digo que é só assim que sei ser.
não sei mais o que dizer. ou não sei dizer.
sei que foi de sol da madrugada. piscar de borboleta. assovio de chamar cobra. flor na idade. e milhões de viagens mais.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

coincidentemente, desde que parti, nunca mais te perdi.

estado da matéria
fluidez solidificada
travada

relembr.ando
o instinto dos seres voadores
muriçoca bem te vi cilios mosca
que nada me tire a liberdade de ser
bicho solto
gritam-me louca!
eu sorrio e assumo que sim, solta.
flashes perpassam minha cabeça que se perde entre cores e piscares noturnos.
amanhece.
 e já é outro dia, outra cor, outro respir.ar. estamos intima e profundamente ligados à transitoriedade da cidade.
é que, meu bem, nós transitamos de forma intransitória no coração das pessoas.
passar como o passado e os passarinhos requer treino e habilidades extracurriculares.
que maestria é ser matéria dançante em plena correria. embriago-me. deliro. lírios, tu, se desmanchando todo em lírios. uhh,
delírios.
me fumou, me bebeu, me sonhou, me chamou, me mordeu.
qual o melhor caminho pra se chegar perto?
qual o melhor caminho pra se ir embora?
ainda a des.cobrir e it's a long long long way.


chapou.


domingo, 28 de agosto de 2016

domingo, tudo dormindo
eu que amo indo
e odnatlov
acordei respirando mais leve
das belezas de se saber
passarinho que reconhece
a hora de pousar e alçar vôo
me arrepio toda pens.ando
no mistério que me chama e vou
atrás de desbravar os mundos
que habitam uma tal de.
sempre fui de ser feliz
por qualquer coisinha pouca
olhos nariz cílios boca
por um triz
vim parar aqui
olho com olhar de quem quer guardar
e me preparo pra partida
uma banda do meu coração já aceita
que nem tudo se pode abarcar com as mãos
a outra, apressada, já com o corpo no mundo, delira sobre os novos sabores que escondem os inesperados caminhos
caminho
respiro fundo
esse cheiro azul e lento de domingo
me traduziu e eu me deixei ser lida
.luz.
domingo, tudo dormindo
eu indo
e sorrindo
ainda
linda
..



.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

eu nada eu nado

procurar brechas
respirar calma
amar baixinho
existir de pouquinho
ir sem pressa
olhar em volta
olhar pra dentro
aceitar
deixar
piscar
ser
reconhecer
chorar
falar
rir
despedir
dormir
escutar
.
.
.