quarta-feira, 28 de junho de 2017

as palavras me nascem todas prematuras. os órgãos falham, não estão prontos, há risco de morte, e sinceramente, muitas vezes eu espero que morra.
dói parir, partir também.
há um nó dentro de tudo que existe. há um nós dentro de algumas coisas que existem.
é como se fosse o desafio e a solução. não há entendimento. não há esquecimento.
a contradição é uma forma de sobrevivência e excitação?
às vezes sonho em voltar a escrever de forma bonita, outras vezes sonho contigo, outras vezes com ela, com ele.
tenho medo ainda, preciso contar.
há um monstro morando dentro do guarda-roupa, quando eu durmo, ele deita na cama comigo e me olha dormir.
me vigia, querendo aprender,
como eu morro de amor pra tentar reviver.
o que eu faço?
alguém me ajuda!
parece que falo sozinha
e quando ando pelas ruas, solta
as pessoas me olham
de um jeito
nem tão amigável assim
mas saiba
que eu melhorei
a minha forma de olhar
pra quem não conheço
e isso vai me servir
pra próxima vez
que nos esbarrarmos por aí.

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