te escrevo pra te guardar em algum lugar, rede social, nuvem, canto da memória. ainda que dificilmente te esqueça, é provável que daqui uns meses também não mais lembre de ti. talvez um dia esqueça teu nome, as tatuagens, as bobagens ditas, já que devido a equações geográficas, são pequenas as chances de nos reencontrarmos por aí. mas tu há de estar presente de alguma forma como sei lá um flash de luz poema em mim.
então escrevo a ti uma carta extraviada que tu nunca lerá, tampouco desconfiará de sua existência.
vislumbro um horizonte bonito.
a noite nos traduz em línguas que não sabemos falar.
sinto.
que encontro generoso. me faz acreditar em seres astrais nunca vistos ou degustados. foi de uma sensibilidade que me leu de um jeito tão novo, delicado. tentei nem de evitar.
como uma flor que se abre é assim que te penso a viajar o mundo...
não sei quem vai se despedir primeiro, se eu ou se tu,
mas, sinceramente, pouco importa ou janela.
vale mais a caminhada a estadia a energia e a calma e todas suas entrelinhas estrelinhas ......
valeu!
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