terça-feira, 10 de março de 2015

inter.preta

primeiro eu me des.ato
[negação do ato?
não]
contrapartida 
dos finais
.mas não ainda

porém
linda
ela
toda
torta
a vida
conta do alto
dos saltos
das quedas
e para.quedas 

solidão

contradição 

.se a gente acredita
já não importa o que se dita.


terça-feira, 3 de março de 2015

me dá um-dois


viajo contente pelos encontros e des.encontros,
nas vindas e part.idas,
ao que aqui é,
e ao que já deixou de ser,
ou, talvez, nem tenha s.ido ou existido,
porém que passa a exist.ir nesse ex.ato momento em que escrevo
.
tanto faz
o es-trago
fundo e lenta mente

[confundo o hábito com o desejo, e por já não mais pensar, vivo.]
paro para sentir o vento
o vento não para pra que eu possa senti-lo

entre intenções e parêntesis,
fumaça passa.
eu fico.

segunda-feira, 2 de março de 2015

sol ao contrá.rio

.chove.
reflito sobre a poça d'água que reflete a lua enquanto ando descalça pelo meio da rua. por entre fossas e poças percorro caminhos já antes percorridos e, há muito, conhecidos, porém agora com um novo olh ar. assovio por entre pingos d'água e sorrio. o cheiro da chuva lava as dores do mundo, concluo.
seja lá o que for.
e se é que...

(me espanto com o pulo de um gato que atravessa a rua)
.penso.
será que eu corro
e atravesso a lua?

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

transver

de lápis, mas firme do que redijo.

 meu corpo, casa do que faço de morada
- onde crio o que me cria -,
eu medito
dos cílios ao infinito



...e, mas cara...
nem sei ó
rs


continuo o fio,
confio.

{dos -agem, a coragem}

~~~~~~~~ trans.lúcido





*viagem, a lápis, de volta pra casa no habitual 13 de maio

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

ja nela entre aberta

transpasso o passatempo do vento,
embaço minhas retinas fadigadas pelo tempo 
que vejo pelo relógio e se mostra lento lento lento mas não para, lembra:
"passos de tartaruga, mas ainda assim, passos"?
relembro sim

me perdi

controlo os olhos e foco, a contramão não é um caminho tão ruim assim. quem é que inventa as mãos duplas? pois eu as procuro e as quero. 
troco o sentido de uma frase e me sinto plena. embaralho pensamentos e visto todas as carapuças que me cabem. não me importo com o que nem sempre me aporta. sempre preferi janelas à portas. liberto-me dos achares externos, não me interessam, quero a cor.
não sei mais escrever, sendo assim, já não finalizo
e continuo
sempre

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

varal

e se eu quiser suportar da dor de abrir minhas próprias feridas?

não quero me estender tanto
faz calor aqui
e já não há pranto 
pra secar
não escuta o que digo
quando deixo de falar
não escuta o que digo
quando acabo por falar
não me escuta
não me escuta
não me cala
não me fala
não me veja
não me seja
mas me leia 
por favor
é que eu não existo
e boa parte do que escrevo
é mentira
mas por favor
não duvide

quando conto com toda certeza de tudo que nunca vi nem ouvi. sim, eu não sei sobre o que escrevo. sou vivendo. me aceito sendo. ...é que sob meus pés, o chão pisa firme, e agradeço. raiz. mas eu vou. vôo.
olho pras partidas
e sorrio.
das belezas,
abro minhas feridas
e planto minhas cores.

me respira.