quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

só não, sol

o ano acab.ando
tudo pass.ando
eu, assobi...ando

e acho graça
dessa maneira
minha
de enxergar
a v.ida
e suas vindas

linda ela
linda eu
feia ela
feia eu

e sigo r.indo
porque
é tudo findo
e cito
a mim mesma
(embora outra)
em 2013:
"no mar em que navego
a lei menor é do que é raso
e a lei maior é do que é riso"

nado
...
brilha, essa noite,
aqui
um sol
ao contrário
.




*fiz um samba com minha solidão e ele ficou assim:

. . .

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

pisco e a(s)cendo

não olham pros lados, eles que não sentem essa vontade visceral de escrever um poema no meio da noite ou do nada.

o contratempo do momento é o ponto. a passagem, nem rápida, mas também nem tão devagar assim, me deixa partida em uns seis pedaços. divago
em pensamentos, que talvez, nem sejam meus, enfim.
.contraponto.
simples o respirar do dia quando não em mim. o sinto e falo bobagens que não traduzem o que sinto, mas, em verdade, espantam o que quero.
não quero ser demais e temo. quero o pouco e o respirar leve. 
não me venha com muito, o você-das-novidades.

estranho saber que sobreviverei a esse remendado todo. estranho saber que sobrevivi a essa agonia toda nossa minha dele. e seguirei sozinha assim, como quem vai de encontro ao que já se é no fundo de algum lugar qualquer. me preparo pro mergulho e vôo. 

sou meu próprio sim.
embora muito precise desconstru.ir pra abarcar aquilo tudo que trago e sou.

vou embora

a.deus (me livre)

sábado, 28 de novembro de 2015

traduz

o vento corre dentro de mim. sou das coisas que vem e vão, que não tem lugar de ser, pois são seus próprios lugares, lares e ares. cativa minha alma tudo que voa solto por aí e inspiro-me fundo.
se uma definição limita o tempo, eu deslizo e caio numa brecha onde posso indefin.ir-me.
eu caio
eu caio
eu
caio
c
a
i
o
quem?
não sei
...

e a partir de um piscar de olhos, já não sou.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

...

Eu sou o fio pendurado no poste. Eu sou a rachadura na parede do viaduto. Eu sou A cruz que pesa nas costas. Eu sou a hora errada do relógio.

Perdão.
.mas não sei onde é o meu lugar.
E nem o do ponto,

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

carta-delírio

,,,,,observou
falou de minha pousada
chamou-me de ousada
e eu fiquei a meditar
que não era de uma grandeza assim,
coisa pouca que sou,,,,,,,,

enxergar o mundo com verdade
é um ato de amor.
nada de realidade
o que pulsa aqui
é sabor
de fundo e de mundo,
ô flor.

voa, nasce, cresce, voa
é tudo ar
céu e chão
vôo e passeio
broto e semeio.
pro que nasce além de mim
olho e acolho.

sim!
.sorrio e pisco, lentamente, como se pudesse sentir a singularidade de cor de cada se-gu-ndo.

dor,

eu sou
.(com) amor,




às flores
- elas sabem o caminho.

sábado, 7 de novembro de 2015

"hoje a noite me pinga
uma estrela no olho
e passa"

chorei, mas não oro mais.
o descompasso cheio de alienação e explicação e razão....
canso.

se fosse noutros tempos retornar
ia,
agora já não mais. e eu esperei aqui sozinha por um sinal, uma luz, um apito, mas nada me foi oferecido.

.palavras-calas que não são a expressão sublime do que há no coração não me apetecem mais
e me inclino pra voz que diz sem medo
a verdade.

e mais uma vez
me percebo assim
com essa sensação desgostosa na boca
...

mas tudo bem o silêncio dos ias,
um dia
eu hei que entender
os sóis
quando brilham
ao contrário
e se contrariam




domingo, 1 de novembro de 2015

ilusão


;

quando se começa a entender o mundo
dá a sensação de que se pode entender o mundo

todos aqueles sinais, luzes, números, planícies, depressões, direita esquerda frente trás, primeira pessoa do singular
... "n" utilidades
minto ou mito
estado ou estando
lido ou lindo
vida ou vinda
prato ou pranto
paro
pontos

a cabeça lotada
do de dentro
e do de fora
e ainda a necessidade
de entender os pensamentos
da cidade
.
.
.
e
olhando pro mapa
foi que ele me disse:
- qual foi a rua
em que a gente se esqueceu?

eu olhei pro céu
e fiquei a pensar........