quarta-feira, 28 de junho de 2017

as palavras me nascem todas prematuras. os órgãos falham, não estão prontos, há risco de morte, e sinceramente, muitas vezes eu espero que morra.
dói parir, partir também.
há um nó dentro de tudo que existe. há um nós dentro de algumas coisas que existem.
é como se fosse o desafio e a solução. não há entendimento. não há esquecimento.
a contradição é uma forma de sobrevivência e excitação?
às vezes sonho em voltar a escrever de forma bonita, outras vezes sonho contigo, outras vezes com ela, com ele.
tenho medo ainda, preciso contar.
há um monstro morando dentro do guarda-roupa, quando eu durmo, ele deita na cama comigo e me olha dormir.
me vigia, querendo aprender,
como eu morro de amor pra tentar reviver.
o que eu faço?
alguém me ajuda!
parece que falo sozinha
e quando ando pelas ruas, solta
as pessoas me olham
de um jeito
nem tão amigável assim
mas saiba
que eu melhorei
a minha forma de olhar
pra quem não conheço
e isso vai me servir
pra próxima vez
que nos esbarrarmos por aí.



Mas a noite vem 
Faz eu me calar 
Todos estão lá 
E eu estou sem ninguém 
E outra vez amigo 
Quero te falar 
Não, desculpa 
Quero te ouvir 
E já sinto saudade 
Do que há de mais brega em você  
E da felicidade 
Que sei que é me perder em você 
É sempre tarde, amigo,  Que eu vejo que o que amo em você é o que eu  odeio em mim

rastros

eu acho que a cidade quer nos esquecer.
cansou dessa conversa toda, dessa nove horas.
e embora ela apague os passos, os rastros, ainda fica alguma coisa perdida por aí. mas ela tá tentando.
eu tentaria também, acho. antes não achava, mas depois de ontem eu acho.
estou cheia de ontens.
e a cidade me conta que foi tudo uma mentira. me pergunto como, mas, às vezes, nem duvido.
deve ter sido mesmo, resmungo mundo afora.
já vou.

enquanto a cidade me esquece
eu torço que ela me esqueça
deve doer menos
as distâncias
quando nos esquecemos

sábado, 10 de junho de 2017

comigo vai tudo azul, contigo vai tudo em paz

02:02
hoje eu esqueci de ti.
foi hoje que me aconteceu, assim de repente, no meio de um desenho, depois de um dia quente
percebi
simples
eu esqueci de ti.
tinha tanta coisa no meio, antes de tudo, no engodo.
não doeu o fato de. foi leve, até. os dias que se antecederam sempre cheios de nós pelas costas, vai continuar assim, pressinto. é assim que é.
depois de um dia, alguns dias.
doido.
tanto tempo se passou. demorei tanto a chegar. eu tinha até esquecido de esquecer.
é isso, ta tudo aí.
a gente sabe quando. e foi hoje, no meio de um desenho
percebi
te esqueci.

obrigada.

baby, i love you

sexta-feira, 26 de maio de 2017

aquele dia em que a gente se encontrou
e não soubemos como nos olhar
tocar
falar

aquele dia em que a gente se desencontrou
mas sabíamos exatamente como nos olhar
tocar
falar

como uma sintonia ao contrário
acho que perdemos o passo
.

.coragem.
,minha tatuagem nunca terminada, assim como tantas coisas em mim,
é o que desejo, pois
a nós
ainda que em caminhos opostos
eu gosto do gosto
que é deixar ir

observo a decolagem até perder de vista
deixa que a presença ultrapasse os sentidos
e cuido de longe
em pensamento e c.oração



sexta-feira, 19 de maio de 2017


acho que estou crescendo.
tenho me visto grande, ou pelo menos maior do que antes
não sei.
a medida que cresço, crescem também minhas asas. é um pouco pesado tudo, mas há de se aprender a transitar da melhor forma na linha tênue entre a dor e a cor.
tento perceber o que te traz.
quis tanto nadar, que me afoguei.
mas contraditoriamente agradeço a tudo que me aconteceu.
eu não seria eu
se.
você sabe.
cabem tantas coisinhas dentro de uma só frase, deve ser indelicadeza dizer quem pode entrar e quem não pode, então deixo assim, aberto.
ainda tenho certa dificuldade em fechar portas, mas admito isso, e me ajuda a minha sinceridade para comigo.
meus processos acontecem por fora de forma muito lenta, por dentro tem algo mais de intenso, sabe? visceral.
fazer do coração, tripas. é isso, é assim que eu sou.
um pouco triste,
mas sempre com muita cor.