quinta-feira, 13 de julho de 2017
acertou
a vida é cruel
o jeito que ela me olha
que fala comigo
que pisa em mim
poderia escrever um pouco mais
mas não transariam as palavras
ela simplesmente me olha e diz calma:
não vai dar certo
sexta-feira, 7 de julho de 2017
ta tudo bem se escrevo como uma menina de 13 anos
se não conheço os maiores teóricos
se não sei falar em público
se nunca namorei
se minha mãe diz que sou dura com as palavras e com os homens
ta tudo bem
se minhas pernas não alcançam o caminho de tua casa
se eu não tenho dinheiro pra comprar um pirulito na esquina
se meu sobrinho pergunta pra que serve a vida e eu não sei dizer
eu não sei dizer
eu não sei dizer
ta tudo bem
domingo, 2 de julho de 2017
quis saber tuas posições planetárias
pra tentar descobrir
depois de muito imaginar
se o espaço entre meu nariz e meu queixo
encaixava gostoso no teu pescoço
qual cheiro eu sentiria
de que forma piscariam teus olhos inebriados
talvez a sobreposição das casas pudesse me ajudar
pensei
dizem até
que há técnicas
para prever o minuto exato
que meus lábios tocariam
tua nuca
e deixaria tua alma arrepiada
mas não devo adivinhar
faz mal
entre tantos mapas
pra se trilhar caminhos
eu escolho
justo o astral
pra tentar descobrir
depois de muito imaginar
se o espaço entre meu nariz e meu queixo
encaixava gostoso no teu pescoço
qual cheiro eu sentiria
de que forma piscariam teus olhos inebriados
talvez a sobreposição das casas pudesse me ajudar
pensei
dizem até
que há técnicas
para prever o minuto exato
que meus lábios tocariam
tua nuca
e deixaria tua alma arrepiada
mas não devo adivinhar
faz mal
entre tantos mapas
pra se trilhar caminhos
eu escolho
justo o astral
quarta-feira, 28 de junho de 2017
as palavras me nascem todas prematuras. os órgãos falham, não estão prontos, há risco de morte, e sinceramente, muitas vezes eu espero que morra.
dói parir, partir também.
há um nó dentro de tudo que existe. há um nós dentro de algumas coisas que existem.
é como se fosse o desafio e a solução. não há entendimento. não há esquecimento.
a contradição é uma forma de sobrevivência e excitação?
às vezes sonho em voltar a escrever de forma bonita, outras vezes sonho contigo, outras vezes com ela, com ele.
tenho medo ainda, preciso contar.
há um monstro morando dentro do guarda-roupa, quando eu durmo, ele deita na cama comigo e me olha dormir.
me vigia, querendo aprender,
como eu morro de amor pra tentar reviver.
o que eu faço?
alguém me ajuda!
parece que falo sozinha
e quando ando pelas ruas, solta
as pessoas me olham
de um jeito
nem tão amigável assim
mas saiba
que eu melhorei
a minha forma de olhar
pra quem não conheço
e isso vai me servir
pra próxima vez
que nos esbarrarmos por aí.
dói parir, partir também.
há um nó dentro de tudo que existe. há um nós dentro de algumas coisas que existem.
é como se fosse o desafio e a solução. não há entendimento. não há esquecimento.
a contradição é uma forma de sobrevivência e excitação?
às vezes sonho em voltar a escrever de forma bonita, outras vezes sonho contigo, outras vezes com ela, com ele.
tenho medo ainda, preciso contar.
há um monstro morando dentro do guarda-roupa, quando eu durmo, ele deita na cama comigo e me olha dormir.
me vigia, querendo aprender,
como eu morro de amor pra tentar reviver.
o que eu faço?
alguém me ajuda!
parece que falo sozinha
e quando ando pelas ruas, solta
as pessoas me olham
de um jeito
nem tão amigável assim
mas saiba
que eu melhorei
a minha forma de olhar
pra quem não conheço
e isso vai me servir
pra próxima vez
que nos esbarrarmos por aí.
Mas a noite vem
Faz eu me calar
Todos estão lá
E eu estou sem ninguém
E outra vez amigo
Quero te falar
Não, desculpa
Quero te ouvir
E já sinto saudade
Do que há de mais brega em você
E da felicidade
Que sei que é me perder em você
É sempre tarde, amigo, Que eu vejo que o que amo em você é o que eu odeio em mim
rastros
eu acho que a cidade quer nos esquecer.
cansou dessa conversa toda, dessa nove horas.
e embora ela apague os passos, os rastros, ainda fica alguma coisa perdida por aí. mas ela tá tentando.
eu tentaria também, acho. antes não achava, mas depois de ontem eu acho.
estou cheia de ontens.
e a cidade me conta que foi tudo uma mentira. me pergunto como, mas, às vezes, nem duvido.
deve ter sido mesmo, resmungo mundo afora.
já vou.
enquanto a cidade me esquece
eu torço que ela me esqueça
deve doer menos
as distâncias
quando nos esquecemos
cansou dessa conversa toda, dessa nove horas.
e embora ela apague os passos, os rastros, ainda fica alguma coisa perdida por aí. mas ela tá tentando.
eu tentaria também, acho. antes não achava, mas depois de ontem eu acho.
estou cheia de ontens.
e a cidade me conta que foi tudo uma mentira. me pergunto como, mas, às vezes, nem duvido.
deve ter sido mesmo, resmungo mundo afora.
já vou.
enquanto a cidade me esquece
eu torço que ela me esqueça
deve doer menos
as distâncias
quando nos esquecemos
sábado, 10 de junho de 2017
comigo vai tudo azul, contigo vai tudo em paz
02:02
hoje eu esqueci de ti.
foi hoje que me aconteceu, assim de repente, no meio de um desenho, depois de um dia quente
percebi
simples
eu esqueci de ti.
tinha tanta coisa no meio, antes de tudo, no engodo.
não doeu o fato de. foi leve, até. os dias que se antecederam sempre cheios de nós pelas costas, vai continuar assim, pressinto. é assim que é.
depois de um dia, alguns dias.
doido.
tanto tempo se passou. demorei tanto a chegar. eu tinha até esquecido de esquecer.
é isso, ta tudo aí.
a gente sabe quando. e foi hoje, no meio de um desenho
percebi
te esqueci.
obrigada.
baby, i love you
hoje eu esqueci de ti.
foi hoje que me aconteceu, assim de repente, no meio de um desenho, depois de um dia quente
percebi
simples
eu esqueci de ti.
tinha tanta coisa no meio, antes de tudo, no engodo.
não doeu o fato de. foi leve, até. os dias que se antecederam sempre cheios de nós pelas costas, vai continuar assim, pressinto. é assim que é.
depois de um dia, alguns dias.
doido.
tanto tempo se passou. demorei tanto a chegar. eu tinha até esquecido de esquecer.
é isso, ta tudo aí.
a gente sabe quando. e foi hoje, no meio de um desenho
percebi
te esqueci.
obrigada.
baby, i love you
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