quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

mistério é tudo que pisca a madrugada

procurando qualquer coisa que aumentasse esse catarro no peito
esse vício não novo, mas nem tão velho assim, por cigarro, te deixa sem jeito
não deixa esquecer aquilo tudo que já foi
aquele tempo bom
em que nascer era acordar
e viver era apenas sonhar?
não, não apenas
antes fosse só
penas
senas
cenas
não, mais mais mais
até que no fim não era mais nada
tudo não existe
nada sim existe

a cor castanha adentrando os poros do pensamento
até que todas as cores e cheiro das flores se tornassem um reflexo
colorido do castanho escondido
é que o significado, às vezes, não chega ao alcance das mãos
e há de se ter paciência, esperar
até que brote mais uma flor no calçamento
e relembre do sol e chuva a se seguir,
da estrada de vento onde se caminha e reinventa
a dor

ah, dor
se quiser matar
que mate
se quiser curar
que cure

da vida, não mais o que se duvida
da ida, não mais o que de partida
coração já em pedaços
acha bonito esse retalhado de imagens
que se forma ao olhar pra dentro
é poético, diriam
riria porque o que se passa
é totalmente diferente
do que abarca essa compreensão
e passa, ainda
e passa, linda

o por-do-sol se esconde por trás das nuvens
e por limitação não se pode enxergar

permanece lindo, concluo.

é assim
e um dia há de fazer sentido
sim?

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