quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

até onde a visão não alcança

meu peito todo aberto, o quarto todo escuro, o peso todo do mundo, a leveza da flor que não pensa só sente, os ombros que carregam tudo......
sim, desse jeito. e só.

tava tudo aberto, 
as janelas, as portas, as feridas, as fossas...
os pés querendo andar, o corpo querendo fechar....

e só o coração querendo ficar.


de tudo que se quer dizer e
;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;; cala
de tudo que se quer calar e
;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;; diz

tudo dito
nada feito
fito e deixo?

coração na mão, nos pés, as tripas, nos olhos, as mãos 
e luz,
mas essa, só na imaginação.
aqui
tudo escuro
ainda

essa burrice-opcional do não-ser
embaraça a compreensão
junto com meus novos fios de cabelo
que os antigos,
já muito enroscaram em um tempo de lentidão solar 
e foi bom.

agora
o que vejo enquanto pisco
é a visão mais bonita
da minha noite
e quiça do meu dia
.
como um filme irreal
de cor e ritmia.

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