segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

como se o coração tivesse antes que optar entre o inseto e o inseticida




a eterna expansão dos astros
a eterna expansão dos átomos
da compreensão que talvez nem seja nossa, então?
no peito guardado uns rabiscos tradutórios
não é conversa de ciência ou assuntos modernos, tampouco viagens pós-modernas
só o que não há no oco
só o que o sentir alcança e o pé, não

a dança do que a pisada não acompanha

não é sobre apanhar
muito menos amansar
mas existir

aqui

talvez onde não se cabe
talvez onde só se é

borboletei numa casa que não minha e o que tinha
eu me identifiquei
mas não fui
e eu sou

hoje não há sol
ele amanheceu dentro de mim
mas agora já se foi
e chove
não há guarda-chuva pro que molha dentro
sim?
nem se mata o que passeia

je vole

dos refúgios de se comunicar
invento umas palavras e é assim que me explico
e é assim que me sinto
vôo fora da asa
e o corpo que .muito. indaga
diz que não
tu acredita?

(que esse embolo todo seja só razão?
logo onde se pulsa tanto coração.....)

aqui dentro é sempre mais lindo
na saudação

porque saudade e verdade
podem também
andar na contramão

seria uma via de mão dupla
ou já não caminham as linhas da palma das contradições?



. e como impressão digital
identifica
e única
.fica

Nenhum comentário:

Postar um comentário