a emancipação dos corpos
tem a ver com o desvio de olhares?
talvez o medo
de estacionar o coração
num beco sem saída
nos deixe assim
já no meio da saideira
que as divindades ancestrais
e os seres astrais
nos livre
das coisas inertes
e unilaterais
inebrio-me com o percurso dos rios
que se refaz a cada nova sensação de vida
e que todo incerto, ele,
se mostra de um jeito
que a ida assim, mas se parece com um beijo
tenho inclinações
a vagalumes
e ao que pisca no mistério da madrugada
nas correrias
dos -ias
não olho
mas continuo por ver
vou
ser
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