segunda-feira, 31 de maio de 2021

a gente planta o que colhe ou colhe o que planta?

 poderia te dizer que se não fosse como foi, não seria, mas não digo. tem dia que é maior, tem dia que é menor. tem dia que chove e tem dia que à noite mesmo fazendo 19 graus sinto calor, durmo sem roupa, acordo com a garganta coçando por não ter me protegido do frio que fazia fora, por dentro tudo quente, não precisei. 

amanhã já é outro mês, ouço milton nascimento e lembro relembro todo meu crescimento nestes últimos anos. meu paladar já não é mais o mesmo, tampouco meu olfato, me falta certa sensibilidade que antes tinha de muito nesses dois sentidos. acredito que por isso minha audição se mostra mais aguçada, tento cheirar e sentir gosto com os ouvidos agora. 

meu amigo me liga, planejo com ele um carnaval em olinda no ano de 2023. uma pausa na pausa.

volto sem saber o que queria aqui dizer. acho que, em verdade, não queria nada. tenho exercitado aparar no tempo o hábito de escrever. hábito que com o passar dos anos fui aos poucos perdendo, tantos foram os motivos. agora faço o esforço de recuperar, não só porque colho hoje os frutos das árvores semeadas muitos ontens atrás. mas sobretudo porque quero dar continuidade a essa comunicação que estabeleço comigo.

com os olhos nos riscos-feitiços de pemba que fiz na parede, aceito, tem dia que não tenho nada pra dizer. e acolho as palavras que saem, ainda assim.

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