sábado, 22 de maio de 2021

reler meus antigos escritos é sempre uma surpresa

era bonito o jeito o encaixe das palavras às vezes rio às vezes choro

reencontrar aquilo que fui e que nalgum lugar ainda sou

aprendo tanto como se não soubesse o que a anos atrás eu sabia

eu saberia

tenho um irmão de 29 anos, seu nome é italo e não nos falamos

não tenho seu número do zap, nem o sigo nas redes sociais

o conheço apenas por suposições e pelo o que dele ouço falar

também pelas lembranças da infância, pois

acho que subestimei sua presença em minha vida

hoje no meio de uma pandemia 

temo sua morte e ao ir dormir lhe desejo sorte

quero ainda ter a oportunidade de lhe reconhecer

olhar nos seus olhos tão parecidos com os meus

hoje ao bater uma selfie lembrei de você

te carrego em meu rosto

e nem é pela cicatriz do murro que tu me deu nos seus 19 anos

veja só, 10 anos se passaram

e ainda estamos .aqui. nesse impasse

 escrevo hoje por ontem e por amanhã

tem coisa que não se separa

o tempo............................

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........................................

sigo catando feijões.

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