reler meus antigos escritos é sempre uma surpresa
era bonito o jeito o encaixe das palavras às vezes rio às vezes choro
reencontrar aquilo que fui e que nalgum lugar ainda sou
aprendo tanto como se não soubesse o que a anos atrás eu sabia
eu saberia
tenho um irmão de 29 anos, seu nome é italo e não nos falamos
não tenho seu número do zap, nem o sigo nas redes sociais
o conheço apenas por suposições e pelo o que dele ouço falar
também pelas lembranças da infância, pois
acho que subestimei sua presença em minha vida
hoje no meio de uma pandemia
temo sua morte e ao ir dormir lhe desejo sorte
quero ainda ter a oportunidade de lhe reconhecer
olhar nos seus olhos tão parecidos com os meus
hoje ao bater uma selfie lembrei de você
te carrego em meu rosto
e nem é pela cicatriz do murro que tu me deu nos seus 19 anos
veja só, 10 anos se passaram
e ainda estamos .aqui. nesse impasse
escrevo hoje por ontem e por amanhã
tem coisa que não se separa
o tempo............................
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sigo catando feijões.
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