segunda-feira, 1 de novembro de 2021

não deixar assorear os cílios dos rios de nossa memória 
juntar as sementes planejar o novo
inventar um futuro onde possamos existir
com vida muita comida muita saliva
guardar as sementes das nossas plantas nativas
guardar as sementes de nossas paixões
guardar as sementes de cabra de carneiro de galinha
guardar as sementes de nossos sonhos
o que há de vir precisa ser contextualizado 
com o que pulsa dentro e fora dessas abertas veias de nossa terra
plantaremos água
e beberemos com as mãos os dias que virão
fartos de saúde de gente de trabalho
haverá ainda muita mágoa muita mágoa
cuidada também nos rios de nossa memória
pra que não volte por trás nos amarrando as pernas
para que saibamos localizar nossos sentidos
os matos nos indicarão significados 
brotarão tantos olhos dáguas das sementes plantadas
que não nos sentiremos desguardados
comer semente germinada assistindo o por do sol
plantar mundos novos também por dentro
avisando a microbiota da barriga
que agora vai ser assim
com muita vida muita comida muita saliva
 
 

Nenhum comentário:

Postar um comentário