quinta-feira, 11 de novembro de 2021

e meu coração acerola



poeira fina por toda casa
por toda rua
sonhar subindo altas escadas
cedo acordar varrer a calçada
o tempo cortando a pele formando novas rugas
as primeiras de todas as outras que um dia virão
um toque perto do peito
escuto fundo sentir no pelo
o que mata, eu semente pequenina de mato
outros pés nascendo perto
do meu pé douvido
a palma a planta do pé
penso
longe ainda tanta coisa cabe
na distâncias das cidades
mas o entendimento é esse
que o fruto do caju é o cajueiro
e o do cajueiro, a castanha
nada de extraordinário
se meu coração acerola
vermelhinha a bater
na lembrança de um sabor e outro
toque doce-amargo

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