terça-feira, 21 de julho de 2015

Ando pelo meio da lua
Olho pro meio da rua
E não me comove
O concreto sonhado ontem

(Mas ei, olha lá!)

Nessa viagem
De sonhar com o que ainda vive
E não desejar o já morto,
Vento vem,
E é de um torto
Que me entorta a alma,
 ...
Me encontro!

Todavia, me sinto o sim
Navegando entre toda negação
Mas não há porquê se espantar
Há sim de se ter mais coração.

E
Eu já sabia
Tudo aquilo que via
Não era miragem
Tampouco alucinação
O que luzia,
Ah... lua,
O que luzia
Era um ser-solar
   com.paixão

segunda-feira, 20 de julho de 2015

sobre conversa que ouvi no ponto*

"o mundo
voa


apenas o poeta
faz companhia ao
chão."
              
 *o ponto é qualquer, quais quiser, 
substantivo comum ou abstrato.


era sobre língua e ouvido. língua portuguesa, ouvido, seu, claro. de não ser coisa que sai por sair. não! palavra é atenção à vida, chamego de nuvem... in.significados muitos;

tudo voa

quinta-feira, 16 de julho de 2015

azul cor de desejo



a cidade chora em mim.
me olha nos olhos
e chora
no meu coração
no meu pulmão
por entre minhas pernas
por debaixo dos meus pés
pelas minhas costas
enfim

será que ela não tem pena de mim?
sim,
a cidade
a vontade
à vontade
não que não seja só viagem
mas
...
acho que não vão me entender
...

pesa minha bagagem
ou sou eu que peso?
é que enquanto todos olhavam adiante 
eu reparava nos detalhes
na cor, sabor, calor...

e aí deu pra acontecer
de meus calos quererem voz:
se agora tudo chove e grita
por que eu também não,
que temo e giro?

agora chove ela e chove eu
os olhos marejados
de mar
de sal
de sol
e ar~~~
[sem muito esforço, ainda posso me sentir dançando e sendo lambida por tais ondas]
...

ainda muito a aprender com as águas dessa v.ida
!

e
não morro afogada
no fim

quarta-feira, 15 de julho de 2015

lume

cuida!
as ruas da cidade
tem traços
de nossa(s) singularidade(s),
cuidado!
olha pros lados
pra atravessar a avenida
(ou só pra observar a vida)

a areia entra por entre os dedos
pisa e passeia comigo
por essa lua
branca e nua
e me diz do que passou
mas
que
ficou
no pensamento
e não .só. nele
....
ihhh,
lamento?
não!

luz que lumina
de sim
e ilumina todo não,
não seja
o que
é
só
.razão

sábado, 11 de julho de 2015

atenção, precisa ter olhos firmes, pr'este sol, para esta escuridão!!

Deve ser por isso que gosto dos labirintos e caminhos tortuosos.
Não é a firmeza que atrai, mas a dúvida que é segura de si.

(Continuo por amar uma cor que me traduz o ser)
Por entre a escuridão, continuo a ver e por vezes tento me questionar o porquê, o porquê, e é preciso muita verdade pra que eu possa me (re)lembrar:
Não há explicação, dos -ão, apenas coração.

Eu estou inebriada, por isso permaneço aqui, assim, parada. Eu fluirei também, pressinto.
Nessa confusão de cor, os sabores continuam no mesmo lugar, diz minha língua sobre.

E enquanto respiro fundo, continuo por sentir a coceira no membro que não existe
..............................
...........
enfim

.não consegui concluir.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

onde estão os ouvidos?

As rotas comuns não me cativam a alma.
Não pretendo esperar parada
A chuva passar.
Quero, em mim, senti-la
Enquanto viajo a caminhar.
E se os ouvidos habituais
Não estão dispostos a,..
As ruas da cidade se dispõem
A ou-
vir

E
. é bom estar num movimento recíproco para com o mundo .

Sem temer o que possa significar ir
sem rota, nem destino.
Ir,
só.

sábado, 27 de junho de 2015

o sem nexo

Era assim que eu ia falar e convidar.

Nem vi. Mas vi outras coisas mais, sabe?
[...]

Daquelas coisas que sempre existiram, mas que acordam só agora
Ou
Daquelas que nem existem mas ainda assim acordam (?)

Num é?
Pode ser
.

Desculpa se fiz pensar, se ofuscou o olhar, se o piscar fez reluzir o... sei lá. Se é se, né?
Mas não precisa preocupar,
Me disseram.

É tudo bem tranquilo, na verdade.
Eu sei porque não sei. E é gostoso o não-saber num degradê de sabores e cores.
Nem faz sentido, né?
Aqui, sim.