corri pelos dias tentando seguir o vento, ele fugia. eu, que não sou fuga, nem vento, parei.
respirei.
inspirei-me fundo.
e de tanto construir meu ser com inutilidades, não me aborreci de sentar com o tempo e esperar o vento chegar. é lindo o desperdício do tempo com o nada quando ele é essência, quando ele é matéria prima da arte e da rima.
aí me convenci de pensar noutras coisas enquanto esperava a brisa bater.
pensei no que não se pensa. como? nem sei.
a folha no meio da rua me perguntou se eu queria ser pedra ou se eu queria ser flor, disse que as pedras tem asas, mas ficam paradas e as flores tem cor pra poder voar além da asa!!!
no meio do pensamento uma voz de fora me chama e pergunta sobre as poesias que eu faço.
acordo do transe.
de volta à vida irreal.
uma voz de dentro me chama e fala sobre as poesias que não faço.
antes mesmo que eu possa responder, vem o vento, forte, forte, soprando pra mim.
bateu a brisa.
eu sabia que ele viria, enfim.
o mundo faz a ventania ou é a ventania que faz o mundo?
não sei.
mas desconfio
se eu não faço poesia
não seria
a poesia que me faz?
sexta-feira, 9 de outubro de 2015
quarta-feira, 7 de outubro de 2015
.luz.
Eu
Quero sobreviver
a.zuL
Como é o céu
Que passeia
No coração dos pássaros
Tranquilo e calmo
Que quando estão, os pássaros,
Melancólicos e tristes
Ele sopra um vento
E diz, sábio:
- Tenha alma!
Tudo passa...
Passarinho.
quinta-feira, 1 de outubro de 2015
acho que você não vai entender
sim
não
tal
vez
.
hoje a noite tece uns sabores estranhos pro meu paladar e eu anoiteço toda. o mundo continua em constante movimento respiratório e me perco com essa mania nossa minha tua dele delas deles de querer dar significado a tudo, quando simplesmente, agora, essa gota que cai é pura e simplesmente uma gota que cai.
embora, muito embora eu não acredite nisso. e o mundo me bate pra mostrar que sim, mas eu digo Não! mesmo que seja sempre eu quem diz não ao não. agora eu digo sim ao não.
e despetalo toda.
....
enfim, me perdi
de novo
sobre o que eu falava mesmo?
sobre querer saber ser in
não
tal
vez
.
hoje a noite tece uns sabores estranhos pro meu paladar e eu anoiteço toda. o mundo continua em constante movimento respiratório e me perco com essa mania nossa minha tua dele delas deles de querer dar significado a tudo, quando simplesmente, agora, essa gota que cai é pura e simplesmente uma gota que cai.
embora, muito embora eu não acredite nisso. e o mundo me bate pra mostrar que sim, mas eu digo Não! mesmo que seja sempre eu quem diz não ao não. agora eu digo sim ao não.
e despetalo toda.
....
enfim, me perdi
de novo
sobre o que eu falava mesmo?
sobre querer saber ser in
sexta-feira, 25 de setembro de 2015
o corpo vez ou outra
nos apresenta um outro
ponto de vista
diz que vai trabalhar
no sentido anti horário
porque agora deu
pra gostar do contrário
e eu
já não tenho muito o que fazer
senão acolher o que ele tem a me dizer
e se seguem assim os dias
em que eu viro passarinho
que caiu do ninho
só querendo cuidado.cuidado.cuidado
e me aninha a poesia
que cuida de minhas asas
até que eu esteja pronta
pra alçar um novo
v
ô
o
nos apresenta um outro
ponto de vista
diz que vai trabalhar
no sentido anti horário
porque agora deu
pra gostar do contrário
e eu
já não tenho muito o que fazer
senão acolher o que ele tem a me dizer
e se seguem assim os dias
em que eu viro passarinho
que caiu do ninho
só querendo cuidado.cuidado.cuidado
e me aninha a poesia
que cuida de minhas asas
até que eu esteja pronta
pra alçar um novo
v
ô
o
uh
deve sim haver aí
uma vontadezinha
mínima sequer
de se querer
.calma
e
delicadamente.
e fundo
e tudo
e mundo
eu os sinto
os....
não posso dizer!
... é segredo
de estado
e eu
agora
estou
uma vontadezinha
mínima sequer
de se querer
.calma
e
delicadamente.
e fundo
e tudo
e mundo
eu os sinto
os....
não posso dizer!
... é segredo
de estado
e eu
agora
estou
~
segunda-feira, 14 de setembro de 2015
claro
o louco que eu acho de entrar numa viagem que não minha
é que toda a trajetória é essa sensação de d'vaju, quando na verdade, a verdade não é propriamente sua.
no meio da rua, percebi, o mundo tem sua forma de compreender o mundo
e isso há de ser compreendido.
eu já sentia que ia precisar ser ar. eu sempre me prevejo as coisas de uma forma tão instintiva que me sinto bicho com o mesmo coração selvagem, que descreve Belchior, só que ao contrário acrescento agora com a minha atual sobriedade.
foi assim que engoli. meio seco mesmo.
eu já sabia do outro lado, enfim
([{e hoje vim pra casa pensando em como é lindo quando a linguagem transcende as palavras ditas}
bom, já não sei mais sobre a veracidade tal viagem......]mas continuo por gostar das conversas que me transcendem a fala)
é que toda a trajetória é essa sensação de d'vaju, quando na verdade, a verdade não é propriamente sua.
no meio da rua, percebi, o mundo tem sua forma de compreender o mundo
e isso há de ser compreendido.
eu já sentia que ia precisar ser ar. eu sempre me prevejo as coisas de uma forma tão instintiva que me sinto bicho com o mesmo coração selvagem, que descreve Belchior, só que ao contrário acrescento agora com a minha atual sobriedade.
foi assim que engoli. meio seco mesmo.
eu já sabia do outro lado, enfim
([{e hoje vim pra casa pensando em como é lindo quando a linguagem transcende as palavras ditas}
bom, já não sei mais sobre a veracidade tal viagem......]mas continuo por gostar das conversas que me transcendem a fala)
quinta-feira, 10 de setembro de 2015
algumas tantas intenções
respira o ato ou é a intenção?
há muito céu. há muito chão.
e coça essas inverdades todas, ditas sob e sobre meu peito inquieto, se fingindo real.
não há mais espaço aqui pra tais superficialidades que falam, mas não dizem. eu quero a cor e o resto me é mudo.
todo esse descuidado que persegue e cega os dias ensolarados não deveria mais me murchar.......
as flores com seus espinhos não tem culpa de. (me-dito)
bate o vento solto, leve, dançando por mim.
e sorrindo mudo meu ponto de vista habitual pra não cair de novo na ideia de me prender ao que voa.
.quero é beber gás, observar o passo lento dos dias insones e curtir a brisa louca das madrugadas insanas. tudo na paz, tudo no traz
do mundo.
e já pressinto:
!viva! o inusitado
há muito céu. há muito chão.
e coça essas inverdades todas, ditas sob e sobre meu peito inquieto, se fingindo real.
não há mais espaço aqui pra tais superficialidades que falam, mas não dizem. eu quero a cor e o resto me é mudo.
todo esse descuidado que persegue e cega os dias ensolarados não deveria mais me murchar.......
as flores com seus espinhos não tem culpa de. (me-dito)
bate o vento solto, leve, dançando por mim.
e sorrindo mudo meu ponto de vista habitual pra não cair de novo na ideia de me prender ao que voa.
.quero é beber gás, observar o passo lento dos dias insones e curtir a brisa louca das madrugadas insanas. tudo na paz, tudo no traz
do mundo.
e já pressinto:
!viva! o inusitado
Assinar:
Postagens (Atom)