terça-feira, 12 de junho de 2018

tantos amores nos perpassam a vida
tantas dores nos perpassam a ida
......... mas também a vinda, ! ora
na cidade grande
andamos com medo
são tantos os segredos
não precisaria ser assim
penso
hoje uma data comemorativa capitalista
me rodeia
estou de boa
mas é tanta dispersão de energia
que porra!
tento ser compreensivo
e me faço de ouvidos
sim, nós não precisamos
dar moral ao conservadorismo
sinto muita gente
me encolho todo
depois fico bebada
tento dar sentido
essa é uma mania minha
mas sei, há o que não tem sentido nem direção
as flores nos ensinam
depois de um abraço
pouca coisa precisa ser dita
medito
e
te deixo ir

sábado, 9 de junho de 2018

simples

te escrevo pra te guardar em algum lugar, rede social, nuvem, canto da memória. ainda que dificilmente te esqueça, é provável que daqui uns meses também não mais lembre de ti. talvez um dia esqueça teu nome, as tatuagens, as bobagens ditas, já que devido a equações geográficas, são pequenas as chances de nos reencontrarmos por aí. mas tu há de estar presente de alguma forma como sei lá um flash de luz poema em mim.
então escrevo a ti uma carta extraviada que tu nunca lerá, tampouco desconfiará de sua existência.
vislumbro um horizonte bonito.
a noite nos traduz em línguas que não sabemos falar.
sinto.
que encontro generoso. me faz acreditar em seres astrais nunca vistos ou degustados. foi de uma sensibilidade que me leu de um jeito tão novo, delicado. tentei nem de evitar.
como uma flor que se abre é assim que te penso a viajar o mundo...
não sei quem vai se despedir primeiro, se eu ou se tu,
mas, sinceramente, pouco importa ou janela.
vale mais a caminhada a estadia a energia e a calma e todas suas entrelinhas estrelinhas ......
valeu!


sexta-feira, 8 de junho de 2018

ainda que eu não saiba lidar com meus desejos
ainda que não tenha ouvidos para me escutar
ainda que me seja incerto os caminhos que hei de pisar
espero que
,não como quem espera
mas como quem deseja,
céu estrelado caminho iluminado estrada estrada estrada

quarta-feira, 30 de maio de 2018

translúcida

o gosto de cigarro não sai de minha boca. volto pra casa pensando E se, por acaso, eu soubesse escrever em terceira pessoa? os pés dos pensamentos tropeçam e acabam por concluir que não chegarei lá. peço calma, sobretudo calma.
tive que ver, hoje, de novo, pra, na minha prepotência, entender. é sobre mim. pra, na minha insignificância, entender. isso tudo não tem nada a ver comigo, com eles, provável que sim. pra, na minha humanidade domesticada, entender. eu não entendi nada.
acho que é mais ou menos por aí. morno. meio termo. lua fora de curso.
MAS É LUA CHEIA, PORRA!
no fim da noite deito sozinha e é bom. não tenho medo de ser sozinha, me digo várias vezes ao dia.
a cidade grande me faz ir dormir com esse gosto de cigarro na boca. calma!
preciso ser sincera contigo e acho que não vou conseguir. não com palavras. mas quero ainda ter a oportunidade de.
desculpa.
sou imensamente grata.
te amo
de forma livre e orgânica.
às vezes, desejo às outras pessoas o que acho que as ajudaria no processo. ainda que muitas vezes nada tenha a ver comigo. ando na rua desejando a desconhecidas
coragem, vontade, luz, vida, piscadas astrais, afetos, animo..... enfim
e aí que rolou de hoje, desejar a ti, de forma arrogante(?), lucidez. pensei baixinho, como quem relembra segredos.
me perguntei, no auge da prepotência, se Aquilo Lá foi pra não me esquecer ou foi pra se lembrar? kkk
o negócio é que, depois percebi que não cabe a mim esse lance de te desejar o que maybe fosse bom pra mim.
alivei o peso que trazia nas costas depois dessa frase.
e memorei as ocasiões em que estive equivocadíssima a respeito dos caminhos que estão paralém de mim, que passado um tempo, olho de longe e, sinceramente, acho até bonito.
me conforto.
estamos nos caminhos certos.


sigamosssx

segunda-feira, 21 de maio de 2018

voemo-nus

declaro meu afeto, minha dor, minha solidão, meu desejo, minha insignificância, minha cor
te declaro sem medo
das contradições, das contravenções
te declaro porque tenho coragem de te olhar nos olhos com verdade e só por isso não penso mais no que não é, no que não foi dito, no que vai ser, no que já foi
porque estou aqui
e amanhã quando não mais estiver, hei de estar declarando-me ainda a outras paisagens, sem peso, sem culpa
sem contrato
só contato
.
depois do abraço, abro os braços e vôo
bicho-solto que sou
isso não me tira a profundidade do encontro
.sigo

nos respeito
e nos reverencio
estando aqui
ou aculá

domingo, 13 de maio de 2018

é que não sou nada disso
que penso que digo que tento
é que sou nada disso
que sinto que quero que tenho
é mentira minhas palavras minhas mãos posicionadas
eu deitada na cama só pensava em mentiras
verdades inventadas para dormir melhor
deitar melhor
caber ali
mas eu preciso contar a verdade
é que não sei quem sou