quinta-feira, 14 de julho de 2016

vivo de me preparar aos fins, percebi na tarde dessa quarta qualquer.
não precisa ser assim, eu me disse cuidadosamente... eu sei que foi dura, a vida, ao ensinar que era esse o caminho a se seguir. ora, mas o que é então o mundo, senão os infinitos caminhos e possibilidades?
ensaio as despedidas que nunca são ditas e quando sou eu que saio, fujo sem olhar pra trás,  quando não sou, e se me dão tchau, me pego sempre desprevenida, talvez planejando outras tantas impossíveis saídas.
não há como adivinhar. o que a intuição tanto tenta falar são outros quinhentos, é sobre voar em plenitude, ou em solitude, sei lá...
viver um dia de cada vez ainda nos levará além, eu sei. o que não sei é em que rua pararemos de nos questionar o porquê do mundo nos tatear assim. o significado talvez seja esse gosto amargo na ponta da língua, e não há tradução para o habitual português. lambi com os olhos uma foto que vi, hoje a tarde, fiquei nostálgica. as cores eram outras há uns anos atrás, outras virão também, e o que ficará desses dias em que não sabemos o que significar é apenas o cheiro de degradê que nos invadirá a memória sempre que lembrarmos de.
enquanto isso, vivamos, sem pensar que morreremos num minuto próximo. os futuros, muitas vezes, são apenas um furo no presente por onde o passado começa a jorrar.

hoje eu desejei aprender a falar
assim
pra fora

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