não quero a binariedade
viver num lado ou no outro
como se nos fossem naturais
as dicotomias
do meu gênero, do meu amor, do meu ódio, do meu corpo, que é nosso, do que não mais, do que já foi, do que virá
quero poder transitar
como uma trança
como uma transa
como uma dança
eu-tu-ele-ela-nós-
voz
o mundo já é tão duro, meu bem
nós não precisamos fazer assim
desse jeito dói mais...
ainda que eu enlouqueça
perca os cabelos
e as peças do quebra-cabeça
prefiro assim
orgânico
pulsando pulsando pulsando
como coisa viva que somos
e estamos
re in ventemo nus
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