era no toque fundamentalmente,
em tudo que ele trazia e dizia. na complexidade que se traduzia simples, num olhar, num tocar. poesia.
o corpo florescendo. o desejo cada dia mais novo e também antigo, de ver suas flores, cheirar suas cores. lembrei foi das coisas grandes que acontecem enquanto vivemos e damos atenção as coisas pequenas, aos detalhes... é isso, eu acho, o significado só vem depois de mastigado o calor.
a transitoriedade quase batendo na porta, já aquela dor na aorta, mas ainda a beleza de se saber luz e respirar por aí sendo, sentindo e sendo sentida em qualquer lugar ou circunstância.
pode ir, pode vir, eu estarei sempre aqui
em mim, embora talvez mude de ambientação externa.
o de fora conversa com o de dentro, deixa o coração pra mim.
olha esse tambor batendo bem aqui, é o que quero dizer
sabe
mas é segredo
que só se conta
quando já se está no meio da estrada
quarta-feira, 30 de março de 2016
domingo, 6 de março de 2016
chave
eu sou pouquinha, quase nada
existo num espaço pequenininho e o louco é que, às vezes, nem existo
a sensação é de que é tudo coração
dos pés ao chão
queria saber se dá flor, um pé de limão
que sendo o amargo da língua, sorrio ainda, toda
de ser fruto e também fruta
talvez eu esteja bêbada, mas talvez eu nem esteja
alguém saberia
eu sei
mas eu mesmo não sei
os olhos nem são meus
e enchem de areia
penso que tal hora
devo ta virando uma bela de uma ser-ei a.h
.compasso
passo
junto
e de pé dado
passamos
o passado é sozinho
o futuro
passarinho
existo num espaço pequenininho e o louco é que, às vezes, nem existo
a sensação é de que é tudo coração
dos pés ao chão
queria saber se dá flor, um pé de limão
que sendo o amargo da língua, sorrio ainda, toda
de ser fruto e também fruta
talvez eu esteja bêbada, mas talvez eu nem esteja
alguém saberia
eu sei
mas eu mesmo não sei
os olhos nem são meus
e enchem de areia
penso que tal hora
devo ta virando uma bela de uma ser-ei a.h
.compasso
passo
junto
e de pé dado
passamos
o passado é sozinho
o futuro
passarinho
terça-feira, 23 de fevereiro de 2016
hoje quis escrever pra ti
antes de
era só estar
como não sonhar
pensando bem
talvez seja só um fruto da imaginação
tu
e eu da tua
nua
eu num tô nem aí
eu num tô nem aqui
quando sente a brasa queimar já tem se apagado a vela
bola o beck
dá um barato
e segue a vida
em sinestesia
e aquilo lá
que chamam de
poesia
inde
pendente
de
terça-feira, 16 de fevereiro de 2016
mercúrio na casa 1
.não sou fuga.
a emancipação dos corpos
tem a ver com o desvio de olhares?
talvez o medo
de estacionar o coração
num beco sem saída
nos deixe assim
já no meio da saideira
que as divindades ancestrais
e os seres astrais
nos livre
das coisas inertes
e unilaterais
inebrio-me com o percurso dos rios
que se refaz a cada nova sensação de vida
e que todo incerto, ele,
se mostra de um jeito
que a ida assim, mas se parece com um beijo
tenho inclinações
a vagalumes
e ao que pisca no mistério da madrugada
nas correrias
dos -ias
não olho
mas continuo por ver
vou
ser
domingo, 14 de fevereiro de 2016
resposta
os pensamentos tortos da madrugada, a indigestão da noite passada, os olhos encharcados, tudo isso é relicário. relicário é o que a gente teima em não ver, relicário é a vida nos batendo e a gente se fingindo de morto pra sobreviver.
não concordei com boa parte de tuas palavras, mas chorei com a maioria delas.
obrigada.
eu vou deixar que manchem meus pulmões de murro mesmo. eu vou deixar que me rasguem o peito e o jeito até que eu seja só o que restou de mim e, talvez assim eu possa aprender a ser meu próprio relicário sem precisar temer os fins do que está par'além dessa minha in.existência.
quando parar de doer vai ser top sim, e eu espero conseguir respirar fundo quando acontecer, quero guardar na memória a sensação de poder piscar leve assim como borboleta que acaba de sair do casulo com vontade de virar ar.
é que o ar me ascende, sabe?
...
mas vem cá,
se o impossível não é eterno, me diz então, o que é eterno pra você? aliás, me diz mais, o que é só, senão o sempre? o que é eterno, além do nunca?
o ir e vir incomoda, mas se afastar do mar é permanecer na linha de conforto que ignora a transitoriedade e ensina pra gente que tudo isso não tem fim. e é por isso que a gente sofre, é por isso que o mundo desde que o mundo é mundo precisa de relicários, porque a gente não sabe lidar com o que vai embora, com o que acaba. a gente teima em se afastar do mar pra achar que ele tá mais calmo, mas ele num tá calmo não... ele quer é ser entendido, ele quer é ser vivido de perto, de certo que chegar perto é sempre uma tarefa difícil pra nós, seres racionais e passionais..........
você me diz que ser mar não arde e eu te acho um pouco caio. caio tem os olhos de mar, mas se afasta dele pra vê-lo mais calmo. o que há em mim, faz parte do que sou e do que sinto quando me queima o sol. ser mar arde. as coisas não se desintegram quando a gente as racionaliza, nem a licença poética se canaliza.
o mar é ser vivo
mas não se preocupa
ele não vai te afogar
você é peixe
sabe nadar!!!
ps: eu gosto dos nadas, então quando você me diz: "mas se pararmos pra pensar é melhor essa possibilidade do que nada", já não há pra mim nenhum significado. as inutilidades, as inexistências e as desimportâncias me interessam.
ps2: quanto ao seu agradecimento: de nada!!! (e há aqui muito significado!!!!!)
e de novo, obrigada.
http://patrycu.tumblr.com/post/139270150710/o-lugar-onde-se-guarda-as-sobras***
não concordei com boa parte de tuas palavras, mas chorei com a maioria delas.
obrigada.
eu vou deixar que manchem meus pulmões de murro mesmo. eu vou deixar que me rasguem o peito e o jeito até que eu seja só o que restou de mim e, talvez assim eu possa aprender a ser meu próprio relicário sem precisar temer os fins do que está par'além dessa minha in.existência.
quando parar de doer vai ser top sim, e eu espero conseguir respirar fundo quando acontecer, quero guardar na memória a sensação de poder piscar leve assim como borboleta que acaba de sair do casulo com vontade de virar ar.
é que o ar me ascende, sabe?
...
mas vem cá,
se o impossível não é eterno, me diz então, o que é eterno pra você? aliás, me diz mais, o que é só, senão o sempre? o que é eterno, além do nunca?
o ir e vir incomoda, mas se afastar do mar é permanecer na linha de conforto que ignora a transitoriedade e ensina pra gente que tudo isso não tem fim. e é por isso que a gente sofre, é por isso que o mundo desde que o mundo é mundo precisa de relicários, porque a gente não sabe lidar com o que vai embora, com o que acaba. a gente teima em se afastar do mar pra achar que ele tá mais calmo, mas ele num tá calmo não... ele quer é ser entendido, ele quer é ser vivido de perto, de certo que chegar perto é sempre uma tarefa difícil pra nós, seres racionais e passionais..........
você me diz que ser mar não arde e eu te acho um pouco caio. caio tem os olhos de mar, mas se afasta dele pra vê-lo mais calmo. o que há em mim, faz parte do que sou e do que sinto quando me queima o sol. ser mar arde. as coisas não se desintegram quando a gente as racionaliza, nem a licença poética se canaliza.
o mar é ser vivo
mas não se preocupa
ele não vai te afogar
você é peixe
sabe nadar!!!
ps: eu gosto dos nadas, então quando você me diz: "mas se pararmos pra pensar é melhor essa possibilidade do que nada", já não há pra mim nenhum significado. as inutilidades, as inexistências e as desimportâncias me interessam.
ps2: quanto ao seu agradecimento: de nada!!! (e há aqui muito significado!!!!!)
e de novo, obrigada.
http://patrycu.tumblr.com/post/139270150710/o-lugar-onde-se-guarda-as-sobras***
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016
)
.o pleonasmo e a prolixidade inerentes às minhas palavras não conseguem chegar até onde se deseja a alma.
tem calma!
um dia desse eu nasci de novo. nem sei direito como foi, doeu, doeu, doeu, como dor de parto, até que um dia eu pisquei e uh, nasci. foi assim.
mas não é isso ainda.
passar o dia pensando em impossibilidades faz a gente querer escrever sobre o cheiro da cor laranja e a textura sentida pelas mãos quando o coração fica todo arrepiado.
parece piada acordar no meio da madrugada sentindo a dor de existir e querer, ainda assim, fugir pra algum lugar que não aqui, apenas com a vontade de.... existir. embora não seja esse o contexto dos dias e noites a se seguir.
em transição solar os dias caminham para um tempo de..... cor de degradê.
nascer me fez lembrar dos sabores novos que preciso provar.
a noite-informação me faz delirar em viagens tortas. minha língua, nem saliva. prefiro ainda a lentidão lunar, entre suspiros e cócegas astrais.
mas
eu sou a hora errada do relógio
e isso há de ser compreendido!!!
não que eu não goste, rs, é que.... há também os empecilhos de não poder ser parede concreta meio a cidade cinza.....
será???
bem, desconfio.
intenções etílicas respirando junto ao exótico movimento que é voar com os cílios e também dançar entre piscadas eróticas e subliminares
me deixam a pensar
difícil a frase
acho que já vou
respiro
dou tchau
e olho pra trás
(nada dito
tem calma!
um dia desse eu nasci de novo. nem sei direito como foi, doeu, doeu, doeu, como dor de parto, até que um dia eu pisquei e uh, nasci. foi assim.
mas não é isso ainda.
passar o dia pensando em impossibilidades faz a gente querer escrever sobre o cheiro da cor laranja e a textura sentida pelas mãos quando o coração fica todo arrepiado.
parece piada acordar no meio da madrugada sentindo a dor de existir e querer, ainda assim, fugir pra algum lugar que não aqui, apenas com a vontade de.... existir. embora não seja esse o contexto dos dias e noites a se seguir.
em transição solar os dias caminham para um tempo de..... cor de degradê.
nascer me fez lembrar dos sabores novos que preciso provar.
a noite-informação me faz delirar em viagens tortas. minha língua, nem saliva. prefiro ainda a lentidão lunar, entre suspiros e cócegas astrais.
mas
eu sou a hora errada do relógio
e isso há de ser compreendido!!!
não que eu não goste, rs, é que.... há também os empecilhos de não poder ser parede concreta meio a cidade cinza.....
será???
bem, desconfio.
intenções etílicas respirando junto ao exótico movimento que é voar com os cílios e também dançar entre piscadas eróticas e subliminares
me deixam a pensar
difícil a frase
acho que já vou
respiro
dou tchau
e olho pra trás
(nada dito
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
como se o coração tivesse antes que optar entre o inseto e o inseticida
a eterna expansão dos astros
a eterna expansão dos átomos
da compreensão que talvez nem seja nossa, então?
no peito guardado uns rabiscos tradutórios
não é conversa de ciência ou assuntos modernos, tampouco viagens pós-modernas
só o que não há no oco
só o que o sentir alcança e o pé, não
a dança do que a pisada não acompanha
não é sobre apanhar
muito menos amansar
mas existir
aqui
talvez onde não se cabe
talvez onde só se é
borboletei numa casa que não minha e o que tinha
eu me identifiquei
mas não fui
e eu sou
hoje não há sol
ele amanheceu dentro de mim
mas agora já se foi
e chove
não há guarda-chuva pro que molha dentro
sim?
nem se mata o que passeia
je vole
dos refúgios de se comunicar
invento umas palavras e é assim que me explico
e é assim que me sinto
vôo fora da asa
e o corpo que .muito. indaga
diz que não
tu acredita?
(que esse embolo todo seja só razão?
logo onde se pulsa tanto coração.....)
aqui dentro é sempre mais lindo
na saudação
porque saudade e verdade
podem também
andar na contramão
seria uma via de mão dupla
ou já não caminham as linhas da palma das contradições?
. e como impressão digital
identifica
e única
.fica
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