seria ilusão de ótica, a vida, ou tenho, eu, essa imaginação fértil demais que me faz acreditar em viagens irreais?
acho bonito o choro, o riso, o desabrochar e despetalar.
a lua cheia faz a gente delirar, num é? é essa luz toda que lumina de sim e ilumina todo não, me deixa assim, confusa. perco os caminhos, erro os cálculos.
passo o dia por esperar abarcar nos braços os seres de energia singular dos quais eu compartilho a existência.
meu tão gasto amor, me deu hoje à noite, o melhor presente que eu poderia ganhar
um abraço apertado com tanta verdade
que saí de lá voando com o coração tranquilo e a recíproca foi de uma veracidade que... inefável
como sempre.
há de se sair pelo mundo espalhando olhos nos olhos. nas minhas ilusões do que é racionalidade, talvez eu esteja completamente enganada, mas a despeito de todos os -ão, só me entrego ao coração
então
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quarta-feira, 17 de agosto de 2016
domingo, 14 de agosto de 2016
te confundindo pra te esclarecer
tudo ainda muito preso aos velhos conceitos. já não aceito.
revolucionar não é isso que chamamos de viagens de fuga.
o raso da piscina. mergulho e quebro a cabeça, pela milésima vez.
não posso mais esquecer. não se resume a vida naquilo que queremos viver, às vezes é onde não queremos que se esconde os mais deliciosos sabores, sim?
as palavras-chaves já não servem para nada. não as digo mais. não quero abrir portas só pelo medo de que se não for essa, outras não poderão se abrir.
quero sentir a chuva sem medo por estar sozinha. quero ouvir o desconhecido e lamber poesia.
demorei, mas acho que entendi. não há explicação. no futuro ainda restará essas cores todas que guardaremos com muito carinho na memória, e eu sorrirei sempre que lembrar, juro.
revolucionar não é isso que chamamos de viagens de fuga.
o raso da piscina. mergulho e quebro a cabeça, pela milésima vez.
não posso mais esquecer. não se resume a vida naquilo que queremos viver, às vezes é onde não queremos que se esconde os mais deliciosos sabores, sim?
as palavras-chaves já não servem para nada. não as digo mais. não quero abrir portas só pelo medo de que se não for essa, outras não poderão se abrir.
quero sentir a chuva sem medo por estar sozinha. quero ouvir o desconhecido e lamber poesia.
demorei, mas acho que entendi. não há explicação. no futuro ainda restará essas cores todas que guardaremos com muito carinho na memória, e eu sorrirei sempre que lembrar, juro.
sexta-feira, 5 de agosto de 2016
No meu próximo aniversário pretendo saber que caminho quero seguir. Se quero ser pétala de flor, barulho de mar ou sei lá.
Minha casa continua no mesmo lugar.
Lar nem sempre é onde você quer estar. Hoje eu tô aqui e quero estar aqui. Isso deveria ser comemorado.
Estou bêbada e talvez não faça sentido tudo isso que escrevo. As poesias que vemos quando traduzidas perdem um pouco sua essência, num é? ou nós que nos perdemos enquanto as traduzimos? Desculpa todo esse acaso que me desencontra, já o ocaso hoje foi lindo e tinha a cor dos teus olhos quando sorrindo.
Quem pensa a cidade? Em quem a cidade pensa?
No ônibus, eu penso em tudo que nunca verei e nas pessoas que nunca conhecerei. O mistério tem esse charme singular que nos respira por dentro e por fora. Eu gosto.
Já vou. Preciso escutar.
quinta-feira, 14 de julho de 2016
vivo de me preparar aos fins, percebi na tarde dessa quarta qualquer.
não precisa ser assim, eu me disse cuidadosamente... eu sei que foi dura, a vida, ao ensinar que era esse o caminho a se seguir. ora, mas o que é então o mundo, senão os infinitos caminhos e possibilidades?
ensaio as despedidas que nunca são ditas e quando sou eu que saio, fujo sem olhar pra trás, quando não sou, e se me dão tchau, me pego sempre desprevenida, talvez planejando outras tantas impossíveis saídas.
não há como adivinhar. o que a intuição tanto tenta falar são outros quinhentos, é sobre voar em plenitude, ou em solitude, sei lá...
viver um dia de cada vez ainda nos levará além, eu sei. o que não sei é em que rua pararemos de nos questionar o porquê do mundo nos tatear assim. o significado talvez seja esse gosto amargo na ponta da língua, e não há tradução para o habitual português. lambi com os olhos uma foto que vi, hoje a tarde, fiquei nostálgica. as cores eram outras há uns anos atrás, outras virão também, e o que ficará desses dias em que não sabemos o que significar é apenas o cheiro de degradê que nos invadirá a memória sempre que lembrarmos de.
enquanto isso, vivamos, sem pensar que morreremos num minuto próximo. os futuros, muitas vezes, são apenas um furo no presente por onde o passado começa a jorrar.
hoje eu desejei aprender a falar
assim
pra fora
não precisa ser assim, eu me disse cuidadosamente... eu sei que foi dura, a vida, ao ensinar que era esse o caminho a se seguir. ora, mas o que é então o mundo, senão os infinitos caminhos e possibilidades?
ensaio as despedidas que nunca são ditas e quando sou eu que saio, fujo sem olhar pra trás, quando não sou, e se me dão tchau, me pego sempre desprevenida, talvez planejando outras tantas impossíveis saídas.
não há como adivinhar. o que a intuição tanto tenta falar são outros quinhentos, é sobre voar em plenitude, ou em solitude, sei lá...
viver um dia de cada vez ainda nos levará além, eu sei. o que não sei é em que rua pararemos de nos questionar o porquê do mundo nos tatear assim. o significado talvez seja esse gosto amargo na ponta da língua, e não há tradução para o habitual português. lambi com os olhos uma foto que vi, hoje a tarde, fiquei nostálgica. as cores eram outras há uns anos atrás, outras virão também, e o que ficará desses dias em que não sabemos o que significar é apenas o cheiro de degradê que nos invadirá a memória sempre que lembrarmos de.
enquanto isso, vivamos, sem pensar que morreremos num minuto próximo. os futuros, muitas vezes, são apenas um furo no presente por onde o passado começa a jorrar.
hoje eu desejei aprender a falar
assim
pra fora
domingo, 10 de julho de 2016
quero vomitar esse lugar inteiro
rasgar o rosto deles
gritar
dizer que são todos feios
da feiura mais feia que existe
quero pisar em espinhos
e chorar
abrir uma ferida
em cima da ferida
que já existe em meu peito
quero sentir ódio
e me permitir
só por uns segundos
odiar
depois me rodiar
e dormir
e acordar sem lembrar de nada
sem saber quem sou
sem esse peso todo
hoje
se eu pudesse ser
qualquer outro animal
eu seria
quinta-feira, 7 de julho de 2016
as palavras que não são oferecidas a mim
silêncio.
eu e aquele cachorro que avistei triste na calçada, eu e ele
em carne viva.
arde aqui dentro esse aperto no peito. os portos ainda aportam, mas as janelas continuam não sendo portas! você me entende? em verdade, pouco importa agora.
amigo meu disse que minha alma é tão velha que já tá no fim da estrada. eu não acreditei, claro. logo minha alma que nasceu dia desse, antes de ontem, eu acho.
sim, eu senti! como dor de parto, como dor de alçar vôo inédito.
isso talvez explicaria essa imaturidade minha que me faz mudar rotas e planejar atalhos só por alguns olhares intergalácticos e cócegas astrais.
o mundo acontece, é assim que é, me falaram. é preciso dormir cedo e acordar cedo, acompanhar o fluxo.
então, tudo bem, talvez aos 30 eu já saiba a taboada do sete, já entenda a cidade, já pule da parte alta da ponte. talvez aos 30 eu já tenha uma compreensão do porquê tudo me aconteceu assim. talvez aos 30 eu lembre que nalgum dia esqueci e que, ainda assim, retornarei sempre a lembrar.
desculpa.
já não posso mais.
as ruas que correm dentro de mim estão todas congestionadas.
fotos, degradês, cotidiano, piscares.
anos de movimento respiratório, não tem tanto significado assim, ele me disse com os olhos.
insignificados, sim? eu perguntaria agora.
enfim
vou embora.
(eu sou a mancha azul na sua folha cheia de palavras destinadas ao mundo, flor)
silêncio.
eu e aquele cachorro que avistei triste na calçada, eu e ele
em carne viva.
arde aqui dentro esse aperto no peito. os portos ainda aportam, mas as janelas continuam não sendo portas! você me entende? em verdade, pouco importa agora.
amigo meu disse que minha alma é tão velha que já tá no fim da estrada. eu não acreditei, claro. logo minha alma que nasceu dia desse, antes de ontem, eu acho.
sim, eu senti! como dor de parto, como dor de alçar vôo inédito.
isso talvez explicaria essa imaturidade minha que me faz mudar rotas e planejar atalhos só por alguns olhares intergalácticos e cócegas astrais.
o mundo acontece, é assim que é, me falaram. é preciso dormir cedo e acordar cedo, acompanhar o fluxo.
então, tudo bem, talvez aos 30 eu já saiba a taboada do sete, já entenda a cidade, já pule da parte alta da ponte. talvez aos 30 eu já tenha uma compreensão do porquê tudo me aconteceu assim. talvez aos 30 eu lembre que nalgum dia esqueci e que, ainda assim, retornarei sempre a lembrar.
desculpa.
já não posso mais.
as ruas que correm dentro de mim estão todas congestionadas.
fotos, degradês, cotidiano, piscares.
anos de movimento respiratório, não tem tanto significado assim, ele me disse com os olhos.
insignificados, sim? eu perguntaria agora.
enfim
vou embora.
(eu sou a mancha azul na sua folha cheia de palavras destinadas ao mundo, flor)
silêncio.
sábado, 2 de julho de 2016
O mar a nos amolecer. O sol a nos lembrar. A areia a nos invadir. O vento a nos acarinhar. A ponte a nos pular. O pulo a nos respirar. A onda a nos cuspir. E eu a meditar
Quando o mar nos dissolver, como reconheceremos a chegada do fim? Há de haver uma luz, uma cor, um cheiro que nos indique a saideira ou é um processo puramente instintivo?
Ainda afetado pelas fugas de outrora, meu coração selvagem, corajoso, não teme as possibilidades e se propõe ainda à todas as impossibilidades
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